Nova composição do TSE isola ala bolsonarista e fortalece grupo lulista
A entrada do ministro Sebastião Reis no Tribunal Superior Eleitoral alterou a correlação de forças, deixando os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça em desvantagem.

Foto: O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE — Foto: Reprodução/TSE · Original e licença
A chegada do ministro Sebastião Reis ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 29 de setembro, reconfigurou a dinâmica interna da Corte. Com a saída de Antônio Carlos Ferreira, que atuava como um voto oscilante, o tribunal viu o isolamento da ala bolsonarista, composta pelos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, presidente e vice da Corte, respectivamente.
Segundo apuração da jornalista Malu Gaspar, do O Globo, a nova configuração tem forçado os dois ministros a adotarem recuos táticos para evitar derrotas no plenário. A chamada 'ala lulista', agora reforçada, conta com o alinhamento de Estela Aranha, Floriano de Azevedo Marques e do corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva.
O cenário de tensão ficou evidente em episódios recentes, como a disputa sobre o canal 'Exército de Lula', mantido pelo deputado André Janones. Após uma série de decisões conflitantes entre Nunes Marques e Cueva, o tribunal consolidou uma desvantagem para a dupla bolsonarista, que tem sido obrigada a negociar ou rever liminares para pacificar o ambiente interno.
A mudança de postura de Nunes Marques, que antes adotava uma linha menos intervencionista, é apontada por especialistas como um reflexo direto do acirramento do confronto partidário no Judiciário. Para integrantes da campanha de Lula, o movimento dos ministros bolsonaristas ganhou força após o resultado do primeiro turno, quando o cenário eleitoral se mostrou mais competitivo.
Fonte: O Globo

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