Política · Economia

Sachsida ganha força na equipe de Flávio Bolsonaro com promessas de privatização na mira

Economista Adolfo Sachsida emerge como favorito para a Fazenda em eventual governo bolsonarista, levantando suspeitas sobre o futuro da Petrobras.

Foto: Adolfo Sachsida e Flávio Bolsonaro Crédito: Reprodução · Original e licença

O economista e advogado Adolfo Sachsida consolidou-se como o nome preferido para comandar a economia em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. A ascensão de Sachsida, que atuou como secretário de Política Econômica e ministro de Minas e Energia durante a gestão de Jair Bolsonaro, ocorre após o candidato sinalizar a manutenção de uma política econômica nos moldes de Paulo Guedes.

A escolha de Sachsida traz à tona o histórico de planos de desestatização do grupo. Em entrevista ao jornal Estadão em 2023, o economista confirmou que a equipe bolsonarista preparava a privatização da Petrobras, processo que incluiria a venda da subsidiária Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA). Segundo ele, o projeto para vender recebíveis da PPSA, enviado ao Congresso, renderia cerca de R$ 390 bilhões.

Apesar do histórico, Sachsida tem adotado um discurso diferente na atual campanha. Recentemente, ele afirmou que não haverá privatizações de empresas como Banco do Brasil, Caixa e Petrobras. A mudança de tom é vista com ceticismo, levantando questionamentos sobre a possibilidade de um estelionato eleitoral caso o grupo retorne ao poder.

A definição de Sachsida como porta-voz econômico de Flávio Bolsonaro ocorre após o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, ter dado o aval para a indicação. A movimentação deixa para trás outros nomes que eram cotados para a pasta, como a ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, e o economista Marcelo Kayath.

Fonte: Brasil 247

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