Campanha de Lula aciona TSE para garantir que eleitores sejam avisados sobre mudança de local de votação
Coligação pede comunicação direta via WhatsApp e transporte gratuito para eleitores afetados por alterações em 4.352 seções eleitorais antes do segundo turno.

Foto: mudanças no local de votação - O ministro Kassio Nunes Marques, do STF - Foto: Evaristo Sá/AFP · Original e licença
A coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, protocolou uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigindo medidas urgentes para informar os eleitores sobre mudanças nos locais de votação para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. O pedido, distribuído à ministra Estela Aranha, defende que a Justiça Eleitoral utilize canais diretos, como o WhatsApp, para evitar que o cidadão seja surpreendido ao chegar ao endereço antigo.
O cenário é preocupante: 4.352 seções eleitorais tiveram seus endereços alterados em todo o país, o que corresponde a 0,87% do total. São Paulo lidera o ranking com 982 mudanças, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. A campanha argumenta que, se o Estado impõe o voto obrigatório, deve garantir as condições materiais para que o eleitor exerça seu direito, especialmente em áreas periféricas onde o acesso à informação é mais restrito.
Para embasar a solicitação, a coligação cita o exemplo bem-sucedido do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), que enviou mensagens via WhatsApp para mais de 81 mil eleitores antes do primeiro turno. A petição pede que essa prática seja replicada nacionalmente, além da instalação de equipes de orientação nos locais de votação antigos e a oferta de transporte gratuito para comunidades afetadas, visando reduzir a abstenção que atingiu 33,4 milhões de brasileiros no dia 5 de outubro.
No Rio de Janeiro, a situação é crítica: cerca de 670 mil eleitores foram impactados por 277 mudanças de local. No Complexo da Maré, por exemplo, 52% dos eleitores precisaram se deslocar para fora de suas comunidades, resultando em uma abstenção de 28,46%. A campanha de Lula ressalta que não busca anular as transferências, mas assegurar que a logística não se torne um obstáculo intransponível para o exercício da democracia.
Fonte: Revista Fórum

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