Economista da equipe de Flávio Bolsonaro já defendeu o fim do piso do frete
Alexandre Messa, integrante do programa econômico de Flávio Bolsonaro, assinou parecer em 2020 que classificava o piso mínimo do frete como prejudicial à concorrência.

Um dos nomes centrais na elaboração do programa econômico do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o economista Alexandre Messa, possui um histórico de oposição direta a uma das principais conquistas da categoria dos caminhoneiros: o piso mínimo do frete. Documentos revelam que, em 2020, Messa endossou um parecer técnico que questionava a própria existência da política de remuneração mínima para o transporte de cargas.
O parecer, datado de 15 de junho de 2020, foi assinado por Messa enquanto ele ocupava o cargo de subsecretário de Advocacia da Concorrência no Ministério da Economia, sob a gestão de Paulo Guedes. Na ocasião, o órgão analisava uma revisão da tabela pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e aproveitou para reafirmar sua resistência ao tabelamento, argumentando que a medida "produz efeitos indesejáveis à concorrência".
O texto técnico, validado pelo economista, sustentava que a obrigatoriedade de um valor mínimo limitava a livre negociação e gerava "estímulos à ineficiência". Segundo a visão defendida por Messa na época, a intervenção estatal no setor de transportes prejudicaria o equilíbrio entre oferta e procura, podendo elevar custos logísticos e desestimular o mercado.
O posicionamento registrado em 2020 contrasta com as ações recentes do governo federal. Em agosto de 2026, foi sancionada a Lei nº 15.485, que ampliou a fiscalização e o combate ao descumprimento dos valores mínimos de frete, atendendo a uma demanda histórica dos trabalhadores autônomos. Embora o documento comprove a concordância de Messa com a tese contrária ao piso, não há evidências de que a atual campanha de Flávio Bolsonaro pretenda extinguir a política ou que o economista mantenha, hoje, o mesmo entendimento técnico.
Fonte: ICL Notícias

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