Promessa de Flávio Bolsonaro de derrubar leis ambientais gera reação imediata de especialistas
Entidades ambientalistas rebatem proposta do candidato à Presidência de eliminar restrições na Amazônia, classificando a fala como um retrocesso perigoso.

Foto: Flávio Bolsonaro Crédito: Carlos Moura/Agência Senado · Original e licença
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), provocou forte reação de organizações ambientalistas ao prometer, durante ato de campanha em Marabá (PA), a eliminação de normas de proteção ambiental. Em discurso na última segunda-feira (19), o parlamentar afirmou que pretende acabar com o que chamou de 'entraves' ideológicos para garantir que produtores rurais tenham liberdade total de exploração em suas terras.
A proposta foi duramente criticada pelo Instituto Socioambiental (ISA), que classificou o discurso como um retrocesso aos anos 70. Segundo a entidade, tratar a Amazônia como uma área de exploração predatória ignora o valor da floresta em pé e os riscos das mudanças climáticas. O ISA reforçou que a ciência e o conhecimento de comunidades tradicionais comprovam que a preservação é o caminho para o desenvolvimento sustentável.
O Greenpeace Brasil também se manifestou, rebatendo a tentativa do candidato de rotular a legislação ambiental como uma questão ideológica. Cristiane Mazzetti, coordenadora de Desmatamento Zero da organização, destacou que as normas vigentes protegem direitos coletivos e evitam danos irreversíveis ao clima e à biodiversidade. Ela alertou que o discurso ameaça os resultados positivos alcançados na redução do desmatamento desde 2023.
Para Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, a promessa de Flávio Bolsonaro sinaliza o risco de um retorno às políticas adotadas durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro. Astrini relembrou o episódio em que o ex-ministro Ricardo Salles sugeriu 'passar a boiada' para flexibilizar regras ambientais, definindo aquele período como um dos mais sombrios para a preservação do meio ambiente no Brasil.
Fonte: Brasil 247

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