Conselho da Meta admite falhas e aponta censura a Lula em período eleitoral
Órgão independente da Meta reconhece erros recorrentes na moderação de conteúdo e cobra transparência após restrições a perfis de apoio ao presidente Lula.

Foto: IA da Meta bloqueia pedidos de artes com Lula 13, mas gera brasões e banners de Flávio 22. Testes expõem tratamento desigual às vésperas da eleição. - Meta, empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. Foto: Samuel Boivin/NurPhoto) (Photo by Samuel Boivin / NurPhoto via AFP · Original e licença
O Conselho de Supervisão da Meta, entidade independente que monitora as políticas de conteúdo do Facebook e Instagram, divulgou nesta terça-feira (20) um relatório contundente sobre a atuação da empresa em períodos eleitorais. O documento aponta falhas recorrentes na moderação, destacando restrições técnicas que atingiram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus apoiadores no Brasil.
Segundo o órgão, a Meta tem falhado ao aplicar regras de forma desproporcional, o que acaba suprimindo o debate político. O Conselho ressaltou que, em momentos de alta tensão, a empresa oscila entre a censura excessiva e a omissão, prejudicando a integridade do processo democrático. A entidade cobrou métricas públicas e maior transparência, afirmando que a promessa da empresa de garantir liberdade de expressão ainda não foi cumprida.
No Brasil, o cenário é corroborado por dados alarmantes. Um levantamento da organização CTRL+Z identificou 1.121 relatos de censura, banimentos ou queda de alcance em perfis de apoio a Lula até o dia 13 de outubro. Paralelamente, a equipe digital do presidente compilou 3.202 denúncias de irregularidades, incluindo o caso controverso da Meta AI, que bloqueava imagens com a inscrição “Lula 13”, mas permitia comandos similares para o candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Enquanto o Conselho cobrava explicações, a Meta enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma resposta sobre determinações judiciais que exigiam paridade de tratamento entre as campanhas. Em documento enviado ao ministro Marco Aurélio Bellizze, a gigante de tecnologia negou negligência, classificou eventuais bloqueios como erros pontuais e prometeu ajustes, apesar das evidências de disparidade apontadas por organizações independentes.
Fonte: Revista Fórum

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