Política · Economia

Inflação dos alimentos sob Bolsonaro foi mais que o dobro da registrada no governo Lula

Dados da Fipe mostram que o ritmo de encarecimento dos itens básicos foi significativamente mais intenso entre 2019 e 2022 do que na atual gestão.

A inflação dos alimentos na cidade de São Paulo durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) superou, em ritmo médio mensal, o dobro da registrada na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgado pela coluna Vaivém das Commodities, da Folha de S.Paulo, os preços dos alimentos subiram 56,6% entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022.

Em contrapartida, o acumulado entre janeiro de 2023 e setembro de 2026 foi de 16,7%. Mesmo com uma projeção de alta adicional de 6% até o final deste ano, o que elevaria o índice para 23,7%, o aumento médio mensal na gestão petista permanece em 0,44%, enquanto no governo anterior o índice atingiu 0,94%.

O debate sobre o custo da alimentação ganhou força na campanha presidencial de 2026, sendo pauta central no último confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro na TV Bandeirantes. A análise da Fipe aponta que, embora fatores externos como conflitos geopolíticos e oscilações no mercado de commodities tenham pressionado ambos os períodos, a intensidade do encarecimento foi distinta.

No caso da picanha, símbolo do debate político, o preço subiu 52% sob Bolsonaro, contra 22% no governo Lula. Durante a gestão do ex-presidente, itens básicos como a batata e o óleo de soja chegaram a registrar altas de 189% e 164%, respectivamente. Já no governo atual, os maiores impactos recaíram sobre o café, com alta de 48%, e o leite longa vida, com 24%.

Fonte: ICL Notícias

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