Articulação de Flávio Bolsonaro para indicar aliado ao CNJ é revelada em meio a investigações da PF
Senador Flávio Bolsonaro tentou emplacar advogado investigado por lavagem de dinheiro no Conselho Nacional de Justiça; movimentações financeiras em apostas chegam a R$ 5 bilhões.

Foto: - Flávio Bolsonaro em ato em Goiânia (Sergio Lima / AFP) · Original e licença
O senador Flávio Bolsonaro (PL) atuou em 2023 para viabilizar a indicação do advogado Willer Tomaz de Souza ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pela fiscalização disciplinar de magistrados. A informação, divulgada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, aponta que a manobra contava com o apoio da bancada bolsonarista, mas acabou frustrada pela resistência interna no Judiciário.
Willer Tomaz, amigo pessoal de Flávio, já era alvo de questionamentos devido a um histórico conturbado. Em 2017, o advogado chegou a ser preso após ser citado na delação de Joesley Batista, do grupo JBS, sob a acusação de pagar propina a um procurador para obter informações privilegiadas. O advogado nega as irregularidades, mas a repercussão negativa do caso impediu que a indicação ao CNJ fosse formalizada.
Atualmente, a relação entre o senador e o advogado é objeto de apuração pela Polícia Federal. O STF analisa um pedido de investigação sobre possíveis crimes de lavagem de dinheiro envolvendo ambos, com foco em registros bancários e viagens. Além disso, Willer é investigado por fraudes no INSS e operações no setor de apostas.
Dados recentes do Ministério da Fazenda revelam a dimensão das movimentações financeiras do aliado de Flávio. Uma nota técnica indica que Willer foi o maior apostador do país em 2025, movimentando cerca de R$ 5 bilhões em plataformas online, com saques que superaram R$ 200 milhões. O governo também identificou falhas na fiscalização da plataforma Blaze, utilizada pelo advogado, que sustenta a licitude de seus recursos. Flávio Bolsonaro nega qualquer envolvimento em práticas ilegais.
Fonte: Revista Fórum

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