PF aponta que advogado de Flávio Bolsonaro pagou para 'limpar' histórico na internet
Documentos apreendidos pela Polícia Federal revelam que Willer Tomaz, investigado ao lado do senador, contratou serviço para remover links que citavam sua proximidade com o parlamentar.

Foto: Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro Crédito: Reprodução / Redes sociais · Original e licença
Documentos e mensagens apreendidos pela Polícia Federal indicam que o advogado Willer Tomaz, aliado próximo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), contratou um serviço de gestão de reputação digital para remover ou desindexar notícias que associavam seu nome ao parlamentar. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, a PF encontrou uma planilha com 12 links de reportagens e registros de pagamentos que totalizaram R$ 9 mil.
Tomaz e Flávio Bolsonaro são alvos de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo plataformas de apostas esportivas. O material apreendido pela PF inclui conversas com a empresa "Seu Nome Novo de Novo", especializada em proteger a imagem de clientes na rede.
De acordo com o relatório policial, o advogado teria negociado a remoção de 12 endereços eletrônicos. Entre os conteúdos listados na planilha, estavam reportagens sobre a amizade de Tomaz com Flávio Bolsonaro e o senador Weverton Rocha, além de textos sobre encontros do filho do ex-presidente com representantes de casas de apostas em Las Vegas.
Em nota enviada ao jornal O Globo, a assessoria de Willer Tomaz afirmou que a medida foi uma "ação judicial contra o Google para desindexar conteúdos antigos e desatualizados", classificando o ato como um direito legítimo. A defesa negou qualquer tentativa de esconder a amizade com o senador e criticou a inclusão do episódio no inquérito, classificando a investigação como uma "pescaria probatória com fins eleitorais".
A Polícia Federal, por sua vez, sustenta que o advogado está no centro de uma rede que envolve empresas de apostas, agentes políticos e interlocutores em órgãos públicos. Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre os novos registros encontrados pela investigação.
Fonte: Brasil 247

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