Justiça coloca no banco dos réus 12 executivos da Voepass por tragédia aérea
Doze gestores da companhia aérea, incluindo o presidente, responderão criminalmente pela queda do voo 2283 em Vinhedo, que vitimou 62 pessoas em 2024.

Foto: Escombros de avião em Vinhedo (SP) neste sábado, dia 10 de agosto de 2024. Foto: Divulgação · Original e licença
A cúpula da Voepass terá de enfrentar o tribunal após a Justiça Federal de Campinas aceitar a denúncia contra 12 de seus integrantes. O caso refere-se ao desastre aéreo ocorrido em 9 de agosto de 2024, em Vinhedo, no interior paulista, que ceifou a vida de todos os 62 passageiros e tripulantes a bordo.
O juiz Leonardo Limeira Santos, da 9ª Vara Federal, validou a acusação do Ministério Público Federal, que imputa aos denunciados a responsabilidade por colocar em risco a integridade das operações aéreas e provocar o desastre. Entre os que agora respondem ao processo está o diretor-presidente da empresa, José Luiz Felício Filho, além de responsáveis pelas áreas de engenharia, manutenção e segurança operacional.
A promotoria sustenta que o acidente foi o resultado trágico de negligências sistemáticas. Conforme o MPF, houve falhas graves na manutenção preventiva e na gestão de riscos, com destaque para problemas no sistema de degelo. A acusação alega que a empresa enviou aviões para rotas com condições meteorológicas perigosas, ignorando os riscos de congelamento.
O magistrado estabeleceu o prazo de dez dias para que os acusados apresentem suas defesas. Ele reforçou que a abertura da ação penal não significa culpa prévia, sendo necessário o desenrolar do processo para definir a responsabilidade de cada um. Por ora, o caso corre em segredo de justiça e o pedido para suspender as licenças profissionais dos réus foi negado, visto que a ANAC já havia retirado o certificado de operação da companhia.
Em resumo: - Doze gestores da Voepass tornaram-se réus pela queda do voo 2283. - MPF aponta negligência na manutenção e falhas no sistema de degelo como causas da tragédia. - Processo tramita sob sigilo e réus têm dez dias para se defenderem.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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