Governo federal lança leilão inédito para baratear gás natural e impulsionar indústria
Com foco na neoindustrialização, o primeiro Leilão de Gás Natural da União promete reduzir custos de produção em até 50% através de novo modelo de comercialização.

Foto: Gás natural Crédito: Rogério Reis / Agência Petrobras · Original e licença
O governo federal promove nesta quinta-feira (22), em São Paulo, o primeiro Leilão de Gás Natural da União. Organizado pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), o certame marca uma mudança estratégica na comercialização do insumo, com a expectativa de reduzir em mais de 50% os custos de escoamento e processamento para o setor produtivo nacional.
Diferente do modelo tradicional, onde o gás era negociado na boca do poço, esta nova modalidade oferece o produto já processado e injetado diretamente na malha de transporte. A medida é resultado de um esforço conjunto entre o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para descentralizar a oferta e fortalecer a competitividade da indústria de base.
O ministro Alexandre Silveira destacou que a iniciativa coloca o pré-sal a serviço do desenvolvimento nacional. Segundo o titular da pasta, a estratégia visa fortalecer a indústria, gerar emprego e renda ao garantir que o gás chegue ao consumidor final com preços mais acessíveis.
Para garantir a concorrência, a oferta de 1,1 milhão de metros cúbicos diários foi dividida em 110 lotes de 10 mil m³/dia cada. Cada grupo econômico poderá adquirir entre um e 16 lotes, respeitando o limite de 160 mil m³/dia por empresa. A política terá continuidade com leilões anuais previstos até 2030, conforme estabelecido pela Resolução CNPE nº 15/2026.
Em resumo
- O governo realiza o primeiro leilão de gás natural da União com foco na redução de custos industriais.
- O novo modelo permite a venda do insumo já processado e injetado na rede de transporte.
- A oferta total é de 1,1 milhão de m³/dia, dividida em lotes para evitar a concentração de mercado.
- O cronograma oficial prevê leilões anuais até 2030 para garantir previsibilidade ao setor.
Fonte: Brasil 247

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