Campanha de Lula aposta em virada após dados mostrarem recuo na rejeição
Pesquisa Quaest aponta cenário de empate técnico e crescimento de indecisos, animando aliados do presidente na reta final da disputa eleitoral.

Foto: O presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR · Original e licença
A reta final da corrida presidencial, que terá seu desfecho no próximo domingo, dia 25, trouxe um novo ânimo para a equipe de Lula. Com a divulgação da pesquisa Quaest nesta quarta-feira, 21 de outubro, a campanha petista identificou indicadores que, na visão de seus estrategistas, abrem espaço para uma virada no pleito.
Um dos pontos centrais celebrados pelos aliados do presidente foi a queda na rejeição ao seu nome, que passou de 53% para 47% em apenas sete dias. O adversário, Flávio Bolsonaro, também apresentou oscilação negativa, mas segue com um índice de rejeição mais elevado, atingindo 52%.
A coordenação da campanha também destacou o comportamento do eleitorado na pesquisa espontânea, onde o contingente de indecisos dobrou, saltando de 7% para 14%. Esse movimento de indefinição é ainda mais acentuado entre o público feminino e os eleitores independentes. Para integrantes do governo, esse cenário demonstra que o voto ainda está em disputa e que o trabalho de comunicação tem levado parcelas da população a reconsiderar suas escolhas.
Outro dado que ganhou destaque nas análises internas foi o sentimento do eleitor em relação ao futuro do país. O levantamento indicou que 44% dos entrevistados expressam temor diante de um possível retorno da família Bolsonaro ao poder, superando os 42% que dizem recear a continuidade do atual governo. O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, interpretou esse resultado como um reflexo do desejo popular de preservar conquistas sociais, citando programas como o Bolsa Família, o Pix, o Pé-de-Meia e a valorização do salário mínimo como pilares que estão em jogo nesta eleição.
No cenário de intenções de voto, a disputa permanece acirrada. Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções, enquanto Lula registra 44%, configurando um empate técnico. A proximidade dos números, na avaliação de ministros e auxiliares do Planalto, serve como combustível para intensificar a mobilização da militância nos dias que antecedem a votação.
Em resumo: - A rejeição a Lula caiu para 47%, enquanto a de Flávio Bolsonaro permanece em 52%. - O número de eleitores indecisos dobrou, chegando a 14% na pesquisa espontânea. - O medo da volta da família Bolsonaro (44%) supera o receio da reeleição de Lula (42%). - Lula e Flávio Bolsonaro estão em empate técnico, com 44% e 45% das intenções de voto, respectivamente.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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