Política

Padilha desmascara proposta de Flávio Bolsonaro para o SUS e alerta sobre risco de cortes

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, rebateu a ideia de privatizar o modelo de atendimento do SUS e alertou para os perigos da austeridade extrema na educação e saúde.

Foto: Alexandre Padilha Crédito: Rafael Nascimento/MS · Original e licença

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou duramente, nesta quarta-feira (21), a proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de implementar no Sistema Único de Saúde (SUS) um modelo de gestão inspirado em hospitais privados de elite, como o Albert Einstein. Durante agenda oficial no Rio de Janeiro, Padilha classificou a ideia como um sinal de desconhecimento profundo sobre a realidade da saúde pública brasileira.

Para ilustrar a inviabilidade da proposta, o ministro apontou que o Hospital Albert Einstein demanda cerca de R$ 7 bilhões anuais para realizar 75 mil internações. Padilha questionou como o senador pretende elevar o padrão de atendimento do SUS a esse custo, enquanto defende, simultaneamente, cortes de R$ 250 bilhões no Orçamento federal. Segundo o ministro, a conta não fecha e revela uma contradição fiscal perigosa.

Além da saúde, Padilha alertou que a agenda de austeridade defendida por Flávio Bolsonaro, inspirada nas políticas do presidente argentino Javier Milei, ameaça programas sociais estratégicos. O ministro destacou que a chamada 'tesoura do Milei' coloca em risco o financiamento de iniciativas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), essencial para o acesso de jovens de baixa renda ao ensino superior.

O titular da Saúde aproveitou a ocasião para contrastar a atual gestão com o período do governo anterior. Padilha afirmou que o modelo defendido pelo senador remete ao período de sucateamento dos hospitais federais no Rio de Janeiro, que sofreram com o que chamou de 'apagão' durante a administração de Jair Bolsonaro.

Durante a visita ao Hospital Universitário dos Servidores do Estado, o ministro oficializou a entrega de 21 novos leitos, sendo nove na unidade pós-operatória e 12 na enfermaria cirúrgica. Além disso, Padilha vistoriou 15 novas Unidades Móveis de Rua (UMRs), que reforçam o atendimento do SUS a populações vulneráveis na capital fluminense.

Em resumo

  • Padilha rebateu a proposta de Flávio Bolsonaro de privatizar o modelo do SUS, apontando incompatibilidade com cortes orçamentários.
  • O ministro alertou que a política de austeridade extrema ameaça o Fies e investimentos em saúde e educação.
  • O Hospital Universitário dos Servidores do Estado recebeu 21 novos leitos para ampliar a capacidade cirúrgica.
  • Foram vistoriadas 15 Unidades Móveis de Rua para reforçar a assistência à população em situação de vulnerabilidade.

Fonte: Brasil 247

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