Fachin cobra compromisso com o resultado das urnas e alerta para desgaste institucional
A poucos dias do segundo turno, o presidente do STF defendeu a integridade do processo eleitoral e criticou o uso de ataques ao Judiciário como estratégia de campanha política.

Foto: O presidente do STF, Edson Fachin, durante palestra na FGV em SP. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress) · Original e licença
Na reta final do segundo turno das eleições de 2026, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, utilizou o evento Diálogos com o Supremo para enviar um recado direto sobre a estabilidade do país. O magistrado enfatizou que o funcionamento pleno da democracia depende de um pacto de aceitação mútua, onde o respeito aos procedimentos estabelecidos deve ser mantido mesmo por aqueles que saírem derrotados na disputa eleitoral.
Fachin argumentou que o Judiciário vive um dilema constante entre a inércia e a intervenção excessiva. Segundo o ministro, a corte precisa evitar que a defesa da Constituição seja confundida com uma gestão política feita por magistrados, mas também não pode se omitir diante de violações de direitos. Ele observou que o equilíbrio entre essas duas posturas não segue um roteiro fixo, sendo construído com cautela e transparência a cada decisão tomada pelo tribunal.
O presidente do STF demonstrou inquietação com a forma como as democracias modernas têm sido fragilizadas. Para ele, o perigo atual não reside apenas em rupturas institucionais repentinas, mas em um processo lento de captura das instituições por dentro, utilizando aparatos que parecem legais para corroer a confiança pública. O ministro também condenou a postura de candidatos que utilizam o desgaste do tribunal como plataforma de propaganda, classificando a tentativa de desmantelar órgãos de Estado como um método inaceitável de promoção de interesses particulares.
Em resumo: - Edson Fachin afirmou que a democracia depende do respeito aos resultados eleitorais por todos os envolvidos. - O ministro alertou que a erosão democrática ocorre hoje de forma gradual e por dentro das instituições. - O presidente do STF criticou o uso de ataques ao Judiciário como ferramenta de campanha eleitoral.
Fonte: ICL Notícias

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