Política · Justiça

Lula eleva tom contra Flávio Bolsonaro e promete resposta decisiva sobre sigilos

Em ato de campanha em Belo Horizonte, o presidente Lula comparou a disputa por sigilos a um jogo de truco e anunciou adesão à mobilização digital de Janones.

Foto: O presidente Lula (PT) durante ato de campanha em BH. Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert · Original e licença

Durante um ato de campanha realizado em Belo Horizonte na última quarta-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou uma metáfora de jogo de cartas para elevar a pressão sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao comentar a disputa pela abertura de sigilos, o petista afirmou que o adversário havia "trucado seis" e prometeu uma resposta contundente para o dia seguinte, declarando que iria "meter um nove na cara dele".

A estratégia da campanha petista, detalhada pelo coordenador Camilo Santana, consiste em aceitar as condições impostas pelo senador para a abertura dos dados, desde que Flávio Bolsonaro também autorize a liberação de suas próprias informações. O documento com a resposta oficial deve ser protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22).

Além do embate político, o presidente aproveitou o evento para anunciar sua entrada no "Exército do Lula", canal de mobilização digital coordenado pelo deputado André Janones (Rede). Lula, que recebeu um aparelho celular do governador do Piauí, convocou seus apoiadores a fortalecerem a rede de comunicação, estabelecendo a meta de alcançar 10 milhões de integrantes até a próxima quinta-feira.

Em tom de mobilização, o presidente autodenominou-se "marechal Silva" e reforçou a importância da estratégia digital na reta final do segundo turno. "Nós vamos comandar essa derrota do exército adversário", afirmou o petista diante da multidão que acompanhava o ato no centro da capital mineira.

Em resumo

  • Lula comparou a disputa de sigilos com Flávio Bolsonaro a uma partida de truco e prometeu uma resposta oficial ao TSE nesta quinta-feira.
  • A campanha petista aceitará as condições do senador, desde que ele também abra seus próprios dados.
  • O presidente anunciou sua adesão ao "Exército do Lula" e fixou a meta de 10 milhões de apoiadores no canal digital até o dia 22.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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