PF descobre sala-cofre em hangar ligado a aliado de Flávio Bolsonaro
Investigação da Polícia Federal aponta existência de compartimento oculto em aeroporto de Brasília associado ao advogado Willer Tomaz, investigado junto ao senador.

Foto: Flávio Bolsonaro - Foto: MAURO PIMENTEL / AFP · Original e licença
O Jornal Nacional exibiu, na noite desta quarta-feira (21), novos desdobramentos de uma investigação que coloca o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), sob os holofotes. A Polícia Federal (PF) identificou uma sala secreta, escondida por um painel de madeira, dentro de um hangar no Aeroporto de Brasília, que seria utilizada pelo advogado Willer Tomaz.
Durante a operação, os agentes encontraram uma estrutura que incluía prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro. Embora não houvesse valores em espécie no momento da busca, a suspeita dos investigadores é de que o local servisse para o armazenamento de bens e recursos financeiros. O compartimento, que aparentava ser blindado, é um dos pontos centrais do inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o parlamentar e o advogado.
A defesa de Willer Tomaz reconheceu a existência do espaço e dos equipamentos, mas refutou qualquer ilicitude. Em nota, os advogados sustentaram que o local funcionava como uma estrutura operacional para atender empresas de transporte de valores, clientes do setor de aviação de Tomaz. A defesa classificou a associação do espaço a atividades criminosas como "fantasiosa e beira o ridículo".
O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A investigação foi remetida à Corte no dia 8 de outubro, após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), considerando o foro privilegiado do senador.
Em resumo
- Polícia Federal encontrou sala secreta em hangar no Aeroporto de Brasília associada a Willer Tomaz.
- Local continha máquina de contar dinheiro e malas, mas estava vazio no momento da busca.
- Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são investigados no STF por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
- Defesa nega irregularidades e afirma que o espaço servia a empresas de transporte de valores.
Fonte: Revista Fórum

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