Lula pede investigação da PF sobre denúncia de Richarlison envolvendo Flávio Bolsonaro
Presidente Lula aciona a Polícia Federal para apurar suspeitas de irregularidades na disputa por um imóvel de luxo em Angra dos Reis.

Foto: - Richarlison e Flávio Bolsonaro. Foto: PEDRO MARTINS / AGIF / AGIF VIA AFP e Edilson Rodrigues/Agência Senado · Original e licença
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que a Polícia Federal investigue denúncias feitas pelo jogador Richarlison, que afirma ter perdido um imóvel avaliado em R$ 10 milhões, localizado em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O caso envolve o senador Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, figura próxima ao parlamentar.
Em declaração pública, o presidente questionou a celeridade de processos na Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Segundo Lula, enquanto o pedido de regularização do jogador enfrentava entraves, a solicitação ligada a Willer Tomaz teria avançado com rapidez incomum. O presidente levantou suspeitas sobre a condução do caso, mencionando inclusive uma visita de Flávio Bolsonaro e do advogado ao local, onde teriam utilizado drones para registrar imagens da propriedade.
A disputa judicial teve início após o jogador, que adquiriu os direitos do imóvel entre 2020 e 2021, recusar uma proposta de venda. Richarlison alega que a posse do bem foi transferida judicialmente para uma empresa vinculada a Willer Tomaz enquanto seus representantes buscavam a regularização documental. O atleta afirma que não foi ressarcido pelos investimentos realizados na área, situada na Ilha Comprida.
A defesa de Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade, sustentando que o senador atuou apenas como testemunha no processo e nunca participou de negociações sobre o imóvel. O advogado Willer Tomaz também refuta as acusações de favorecimento ou conduta ilícita na transferência da propriedade.
Em resumo
- Lula solicitou investigação da PF sobre denúncia de Richarlison contra Flávio Bolsonaro.
- O jogador alega perda de imóvel de R$ 10 milhões em disputa judicial suspeita.
- Presidente aponta possível celeridade seletiva em trâmites da Secretaria do Patrimônio da União.
- Envolvidos negam as acusações e afirmam que o processo seguiu os trâmites legais.
Fonte: Revista Fórum

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