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PF investiga repasses de R$ 115 mil da conta pessoal de Mario Frias para empresa de ex-assessora

Documentos da Polícia Federal revelam transferências diretas do deputado Mario Frias para firma ligada a ex-subordinada, alvo de apuração por suspeita de crimes.

Foto: O deputado federal Mário Frias (PL-SP). Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados · Original e licença

Documentos da Polícia Federal revelaram que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) transferiu R$ 115 mil de sua conta pessoal para a empresa Estratégia Comunicações Ltda. A companhia é ligada a Jéssika Helen dos Santos, que atuou como subordinada de Frias na Secretaria Especial da Cultura durante a gestão de Jair Bolsonaro. Segundo apuração da Folha de S. Paulo, os repasses ocorreram entre abril de 2025 e abril de 2026.

A empresa, aberta por Jéssika em janeiro de 2023, tornou-se um centro de movimentações financeiras envolvendo o parlamentar e outros membros do PL. Além dos valores pessoais, a firma recebeu R$ 80 mil da campanha eleitoral de Frias neste ano e cerca de R$ 775 mil provenientes de cotas parlamentares de diversos deputados do partido. Do montante total das verbas de gabinete, R$ 360,9 mil foram destinados pelo próprio gabinete de Frias.

O caso é alvo de uma investigação da PF que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa. Em 10 de setembro, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou mandados de busca e apreensão contra o deputado e a empresa, além de suspender a capacidade da Estratégia Comunicações de firmar contratos com o poder público.

Jéssika Helen dos Santos, que deixou a gestão da empresa em setembro de 2025, ocupa atualmente um cargo de secretária parlamentar no gabinete do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Outros parlamentares citados nos repasses, como Roberta Roma e Marcos Pollon, declararam que os serviços foram efetivamente prestados e possuem documentação regular.

Em resumo

  • PF identificou R$ 115 mil transferidos da conta pessoal de Mario Frias para empresa de ex-assessora.
  • Empresa recebeu R$ 775 mil de cotas parlamentares de deputados do PL e R$ 80 mil da campanha de Frias.
  • STF autorizou busca e apreensão e suspendeu contratos da empresa com o setor público.
  • Investigação apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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