Jurista Miguel Reale Júnior aponta risco à democracia e critica trajetória de Flávio Bolsonaro
Em apoio à candidatura de Lula, o jurista Miguel Reale Júnior alerta para retrocessos institucionais e questiona o histórico político do senador Flávio Bolsonaro na reta final da disputa eleitoral.

O jurista Miguel Reale Júnior, conhecido por sua atuação em processos de impeachment, declarou publicamente seu voto em Lula (PT) para o segundo turno das eleições presidenciais. Em manifestações recentes, o advogado classificou a possível eleição de Flávio Bolsonaro (PL) como um caminho perigoso para as instituições brasileiras, descrevendo o senador como uma versão inferior do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A posição de Reale Júnior foi consolidada em um manifesto assinado no dia 17 de outubro, ao lado de figuras como Rubens Ricupero e Aloysio Nunes Ferreira. O jurista argumenta que o eleitorado desconhece o histórico do parlamentar do PL, citando episódios como homenagens a militares ligados à ditadura e vínculos com milicianos durante seu período como deputado estadual no Rio de Janeiro. Para o advogado, o senador representa uma ameaça à estabilidade democrática e aos direitos fundamentais.
O cenário eleitoral permanece acirrado, conforme dados do instituto Quaest publicados em 21 de outubro, que indicam Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto, frente a 44% de Lula. Além da disputa pelo Executivo, Reale Júnior expressou preocupação com a nova configuração do Congresso Nacional, onde o PL ocupará 121 cadeiras na Câmara e 28 no Senado. O jurista teme que essa maioria parlamentar facilite ações contra interesses nacionais e enfraqueça os mecanismos de controle e fiscalização do Estado.
Em resumo: - Miguel Reale Júnior declarou apoio a Lula e alertou para riscos institucionais com a candidatura de Flávio Bolsonaro. - O jurista participou de um manifesto público com outras 14 personalidades no dia 17 de outubro. - Pesquisa Quaest de 21 de outubro aponta Flávio Bolsonaro com 45% e Lula com 44% das intenções de voto. - O PL terá a maior representação no Congresso na próxima legislatura, com 121 deputados e 28 senadores.
Fonte: Brasil 247

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