Campanha de Lula aciona TSE contra Flávio Bolsonaro por uso de IA e abuso econômico
Coligação de Lula pede cassação e inelegibilidade de Flávio Bolsonaro no TSE, apontando irregularidades em impulsionamento e uso de inteligência artificial.

A coligação que sustenta a candidatura de Lula protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar. A peça jurídica aponta suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, solicitando a cassação dos registros ou diplomas dos envolvidos, além da inelegibilidade por oito anos para Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal e Tallis Gomes.
O cerne da denúncia reside na utilização de inteligência artificial e algoritmos de redes sociais para favorecer a campanha do PL. Segundo a petição, sistemas de recomendação da Meta e do X teriam operado de forma desigual, prejudicando a visibilidade de Lula enquanto impulsionavam conteúdos favoráveis a Flávio Bolsonaro. A coligação cita um relatório do NetLab, da UFRJ, que aponta a existência de uma rede de 255 perfis sintéticos responsáveis por mais de 58 milhões de visualizações em apenas um mês.
A ação também questiona a transparência financeira da campanha adversária, destacando a contratação de 1.613 inserções eleitorais pagas em moeda estrangeira e um repasse de R$ 600 mil à empresa Elytron. Conforme reportagem do Intercept Brasil citada no processo, a companhia teria tentado comercializar no exterior um sistema de IA voltado à manipulação de pleitos eleitorais.
Diante da proximidade do segundo turno, marcado para o próximo domingo (25), a coligação Brasil Pronto pra Mais solicitou medidas cautelares urgentes ao corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Entre os pedidos, destaca-se a concessão de R$ 7 milhões em créditos de impulsionamento para compensar o alcance que a campanha alega ter perdido devido às supostas irregularidades.
Em resumo
- A coligação de Lula pede a cassação e inelegibilidade de Flávio Bolsonaro e outros aliados no TSE.
- A denúncia foca no uso de inteligência artificial e redes sociais para manipular o alcance eleitoral.
- A ação aponta pagamentos suspeitos à empresa Elytron e uso de moeda estrangeira em anúncios.
- O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva é o relator do caso e deve decidir sobre pedidos urgentes antes do pleito.
Fonte: Revista Fórum

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