Política · Economia

Plano de Flávio Bolsonaro prevê trocar servidores públicos por inteligência artificial

Coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques defende o fim de concursos para cargos administrativos e operacionais, apostando na automação.

A candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) sinaliza uma mudança drástica na gestão do funcionalismo público brasileiro. Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e atual responsável pela formulação das propostas econômicas do parlamentar, tem defendido publicamente a substituição gradual de servidores por ferramentas de inteligência artificial.

A estratégia proposta pela economista consiste em não realizar novos concursos públicos para preencher vagas abertas por aposentadorias. Em vez de contratar novos profissionais, a ideia é que a tecnologia assuma as funções administrativas e operacionais. Em um podcast gravado no final de setembro, Marques questionou a necessidade de manter o atual contingente estatal, sugerindo que a automação pode suprir a demanda de trabalho ao longo do tempo.

Essa visão de enxugamento da máquina pública tem sido apresentada de forma recorrente em eventos com o setor privado. Em agosto, durante o 25º Fórum Empresarial do Grupo Lide, a economista argumentou que o avanço tecnológico exige uma reavaliação das carreiras operacionais do Estado. O mesmo tema foi abordado em entrevista ao programa Pânico, onde ela projetou a redução de custos governamentais através dessa transição digital em um horizonte de cinco a dez anos.

Em resumo

  • Daniella Marques propõe substituir servidores por IA em cargos operacionais e administrativos.
  • A estratégia prevê o fim de novos concursos para vagas decorrentes de aposentadorias.
  • A economista estima que a transição tecnológica ocorra em um prazo de cinco a dez anos.

Fonte: Brasil 247

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaA estratégia jurídica de Flávio Bolsonaro em casos de PMs acusados de execuções