Mistério da sala 2601: conexões de Flávio Bolsonaro com investigados do INSS agitam redes
Buscas sobre endereço compartilhado por empresas ligadas ao senador e investigados na Operação Sem Desconto disparam na internet.

A curiosidade sobre o que ocorre na sala 2601 de um edifício comercial em Águas Claras, no Distrito Federal, tomou conta das redes sociais nesta quinta-feira (22). O endereço, localizado no edifício Connect Towers, tornou-se alvo de intensas buscas no Google após reportagens revelarem que o local abriga empresas ligadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e a investigados no esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS.
Segundo apuração do portal ICL, o espaço é sede da Bravo Grafeno, empresa de capacetes que tem Flávio e seu irmão, Carlos Bolsonaro, como sócios. O mesmo endereço também aparece como domicílio de 16 empresas vinculadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, o 'Careca do INSS', figura central na Operação Sem Desconto. A investigação da Polícia Federal apura um esquema de cobranças associativas não autorizadas que teria causado prejuízos de até R$ 6,3 bilhões a aposentados e pensionistas.
O debate político ganhou fôlego com a divulgação de documentos que apontam outras conexões. Reportagem do UOL indicou que e-mails obtidos pela PF sugerem o compartilhamento de uma conta bancária entre o senador e o advogado Willer Tomaz, também investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro. Além disso, o mesmo contador, Alexandre Caetano dos Reis, presta serviços tanto para a Bravo Grafeno quanto para o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro.
Em nota, a defesa do senador refutou qualquer irregularidade e classificou as denúncias como manobras eleitorais. Sobre o endereço, os advogados argumentaram que o local opera sob o modelo de coworking, o que explicaria a presença de diversas empresas no mesmo espaço. Flávio Bolsonaro também negou ter mantido conta bancária com Willer Tomaz como usuário principal.
Em resumo
- A sala 2601 em Águas Claras é apontada como endereço comum a empresas de Flávio Bolsonaro e investigados no caso do INSS.
- A Operação Sem Desconto apura fraudes que somam R$ 6,3 bilhões em prejuízos a beneficiários da Previdência.
- A defesa do senador nega as acusações, alegando motivação política e justificando o endereço pelo uso de coworking.
Fonte: Revista Fórum

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