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A estratégia jurídica de Flávio Bolsonaro para livrar PMs de júri popular

Senador e candidato à Presidência atuou na defesa de policiais acusados de chacina no Vidigal, conseguindo reverter decisão judicial que os levaria a julgamento por júri popular.

O senador Flávio Bolsonaro, que concorre à Presidência, assumiu a defesa de quatro policiais militares envolvidos em uma operação letal na favela do Vidigal, ocorrida em 2020. A intervenção do parlamentar ocorreu no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde obteve sucesso em suspender a decisão que submeteria os agentes ao Tribunal do Júri. O processo, que ainda aguarda desdobramentos de recursos do Ministério Público, mantém os acusados em liberdade.

A investigação da Polícia Civil carioca descreveu a ação como uma emboscada, tática na qual os agentes se posicionaram estrategicamente dentro de um imóvel para surpreender as vítimas. O sargento Ricardo de Moraes Mattos e os cabos Rafael Nascimento Rosa, Victor Barcelleiro Batista e Pedro Jeremias Lemos Pinheiro sustentaram que houve um tiroteio em um beco, mas a perícia técnica desmentiu a narrativa. O laudo cadavérico e a análise do local confirmaram que os disparos de fuzil foram efetuados de cima para baixo, a partir de um vão no segundo andar do prédio.

Entre as vítimas fatais estavam o porteiro Cláudio Henrique Nascimento de Oliveira e o entregador Marcos Guimarães da Silva. O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do STJ, argumentou que a ação penal não poderia prosseguir baseada apenas em informações da fase policial e relatos indiretos, o que favoreceu a despronúncia dos réus. Em outro episódio, Flávio Bolsonaro também advogou pelo cabo Bruno Dias Delaroli, acusado de matar a criança Ana Clara Gomes Machado em Niterói, porém, nessa situação, o STJ rejeitou o recurso e manteve o julgamento pelo júri popular.

Em resumo: - Flávio Bolsonaro atuou na defesa de quatro PMs acusados de emboscada no Vidigal, conseguindo evitar o júri popular no STJ. - Perícia técnica desmentiu a versão de confronto dos policiais, confirmando disparos de fuzil feitos de cima para baixo. - O senador também defendeu um policial acusado pela morte da menina Ana Clara, mas, neste caso, o STJ manteve o julgamento pelo júri.

Fonte: www.diariodocentrodomundo.com.br

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