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Itamaraty em alerta: diplomacia teme guinada ideológica e crise com Israel sob Flávio Bolsonaro

Diplomatas brasileiros demonstram preocupação com possíveis mudanças na política externa e a transferência da embaixada para Jerusalém em um eventual governo do senador.

O clima nos corredores do Itamaraty é de apreensão diante da possibilidade de uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. Segundo informações divulgadas pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a diplomacia brasileira teme uma onda de perseguições internas e mudanças drásticas na condução da política externa do país.

Um dos pontos que gera maior desconforto entre os diplomatas é a possível retomada da promessa de transferir a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. A medida, que simboliza o reconhecimento da cidade como capital israelense, é vista por integrantes do ministério como uma provocação desnecessária que traria desgastes geopolíticos evitáveis.

O tema não é novo. Durante o governo de Jair Bolsonaro, a ideia chegou a ser ventilada, mas o então presidente recuou após pressões e optou por abrir apenas um escritório comercial. Agora, o receio é que a pauta ideológica volte a ditar as relações internacionais do Brasil.

Embora setores bolsonaristas defendam o nome de Eduardo Bolsonaro para o comando da pasta, o próprio Flávio Bolsonaro descartou essa possibilidade em sabatina à TV Globo. Nos bastidores, a expectativa é que o cargo seja ocupado por um diplomata de carreira, sendo o nome de Roberto Azevêdo, ex-diretor da OMC, um dos ventilados.

Em resumo

  • O Itamaraty teme perseguições ideológicas e mudanças na política externa em um eventual governo Flávio Bolsonaro.
  • A possível transferência da embaixada para Jerusalém é vista como uma provocação diplomática desnecessária.
  • Flávio Bolsonaro descartou a indicação de Eduardo Bolsonaro para o Itamaraty.
  • O nome de Roberto Azevêdo circula nos bastidores como uma alternativa para a chancelaria.

Fonte: Brasil 247

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