Ataques na Arábia Saudita fazem preço do petróleo disparar e atingir pico de cinco meses
O mercado internacional reage com instabilidade após bombardeios em aeroporto saudita, elevando o valor do barril e gerando preocupações sobre o fornecimento global.

O mercado internacional de energia vive um momento de forte tensão nesta quinta-feira (22). O preço do petróleo registrou uma escalada superior a 3% nas primeiras horas do dia, alcançando o maior patamar desde 5 de maio. A alta foi impulsionada por um ataque ao aeroporto de Dammam, no leste da Arábia Saudita, que resultou em duas mortes e deixou oito pessoas feridas, segundo informações oficiais do país.
Por volta das 5h45, o barril do tipo Brent, referência global, atingiu US$ 112,67, uma valorização de 3,54%. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, operava com alta de 2,5%, cotado a US$ 99,58. Embora tenha havido uma leve acomodação nos preços ao longo da manhã, o cenário permanece instável devido à insegurança na região, que é vital para o escoamento da commodity.
A situação se agravou a ponto de a Saudi Aramco, gigante estatal do setor, orientar seus funcionários a deixarem a sede em Dhahran e adotarem o trabalho remoto. Segundo apuração da agência Reuters, esta é a primeira vez que a empresa toma tal medida desde o início do conflito com o Irã. O local é estratégico, abrigando o centro de operações que monitora refinarias, oleodutos e terminais de exportação em todo o território.
O temor dos investidores é alimentado pela fragilidade das rotas de transporte. Além do bloqueio no estreito de Hormuz, que persiste desde 28 de fevereiro, há uma crescente preocupação com as ameaças dos houthis, grupo iemenita aliado ao Irã, que prometeu intensificar ofensivas contra a infraestrutura saudita. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque desta quinta-feira.
Em resumo
- O petróleo Brent atingiu US$ 112,67, maior valor desde maio, após ataques em Dammam.
- O bombardeio no aeroporto saudita deixou dois mortos e oito feridos.
- A Saudi Aramco retirou funcionários de sua sede por questões de segurança.
- O bloqueio no estreito de Hormuz continua a pressionar a oferta global de energia.
Fonte: ICL Notícias

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