Lula pressiona TSE por quebra de sigilo de offshore ligada a Flávio Bolsonaro
Presidente exige transparência total sobre movimentações financeiras da Alcazar Holdings, empresa associada ao senador e ao advogado Willer Tomaz.

Em meio à disputa eleitoral de 2026, o presidente Lula (PT) protocolou uma petição junto ao ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exigindo a abertura dos registros bancários e fiscais da Alcazar Holdings. A empresa, uma offshore sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, é vinculada ao advogado Willer Tomaz, figura próxima ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
A ofensiva jurídica busca esclarecer a relação do parlamentar com a entidade. Investigações da Polícia Federal apontam que Flávio Bolsonaro figurava como 'usuário master' em uma conta da offshore no Banco Santander. A defesa do senador, contudo, sustenta que ele não detém cotas societárias, cargos de gestão ou benefícios diretos na estrutura da companhia, motivo pelo qual alega não ter acesso aos dados solicitados.
Segundo apuração da jornalista Manoela Alcântada, do portal Metrópoles, a equipe jurídica de Lula argumenta que a questão central não é a participação formal no contrato social, mas o poder de movimentação financeira atribuído ao senador. Documentos obtidos pela PF indicam que o acesso especial era compartilhado entre o advogado e o parlamentar, sendo que uma funcionária do escritório de Tomaz solicitou a desvinculação do nome de Flávio da conta bancária em 22 de maio de 2025, logo após o início da Operação Sem Desconto.
Para reforçar a necessidade da devassa, a petição cita o uso de um jato executivo modelo Legacy 650, pertencente à Alcazar Holdings, pelo senador em uma viagem dos Estados Unidos para Brasília, em janeiro de 2025. O presidente condiciona o acordo de transparência eleitoral à inclusão integral da offshore e de sua filial brasileira na quebra de sigilo.
Em resumo
- Lula exige que o TSE determine a quebra de sigilo da Alcazar Holdings, offshore ligada a Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro.
- Investigações da PF apontam que o senador tinha status de 'usuário master' na conta da empresa no Santander.
- A defesa de Flávio Bolsonaro nega vínculo societário, enquanto a petição de Lula destaca o uso de aeronave da empresa pelo senador.
Fonte: Brasil 247

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