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As conexões jurídicas de Flávio Bolsonaro: do caso das rachadinhas à defesa de PMs

O advogado Paulo Klein, que já defendeu Fabrício Queiroz, mantém parceria com o senador Flávio Bolsonaro em processos de policiais militares acusados de homicídios, incluindo casos de grande repercussão no Rio de Janeiro.

O criminalista Paulo Klein, conhecido por ter representado Fabrício Queiroz durante o escândalo das rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, divide bancas com o senador Flávio Bolsonaro em processos que envolvem agentes de segurança pública. A colaboração entre o parlamentar e o advogado, revelada pela coluna de Malu Gaspar, abrange casos de mortes violentas em comunidades cariocas, onde ambos buscaram impedir que os réus fossem julgados pelo Tribunal do Júri.

Um dos episódios que ilustram essa atuação conjunta diz respeito a um processo sobre o assassinato de quatro homens na favela do Vidigal. Na ocasião, Klein conferiu poderes ao senador para que ele representasse os policiais militares perante o Superior Tribunal de Justiça. As vítimas, entre elas um porteiro e um entregador, foram atingidas por disparos de fuzil. Embora a defesa alegue que houve um confronto, laudos periciais indicaram que os tiros foram efetuados de cima para baixo, sugerindo uma emboscada. O caso segue suspenso no STJ, aguardando uma definição do Supremo Tribunal Federal sobre a validade de testemunhos indiretos.

Flávio Bolsonaro também participou da defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de matar a menina Ana Clara Gomes Machado, de cinco anos, em Niterói. O senador chegou a assinar um recurso para evitar o júri popular, mas a tentativa foi frustrada pela Justiça. O advogado Paulo Klein explicou que a parceria com o senador nesses casos de homicídio decorre de uma relação institucional mantida através do Instituto Família Policial, embora tenha preferido não se manifestar sobre sua atuação anterior na defesa de Queiroz.

Quanto ao caso das rachadinhas, que envolveu o desvio de salários de assessores do gabinete de Flávio na Alerj, a investigação foi arquivada em 2025 após o STF anular provas fundamentais. Fabrício Queiroz, que foi defendido por Klein até o final de 2019, atualmente ocupa o cargo de subsecretário de Segurança e Ordem Pública na prefeitura de Saquarema. Em resumo: - O advogado Paulo Klein, ex-defensor de Fabrício Queiroz, atua em parceria com Flávio Bolsonaro na defesa de policiais militares. - A estratégia jurídica da dupla tem como foco evitar que réus acusados de homicídios sejam submetidos ao Tribunal do Júri. - O processo das rachadinhas foi encerrado pelo Judiciário em 2025, e Queiroz hoje exerce função pública em Saquarema.

Fonte: Brasil 247

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