Política · Segurança

Campanha de Lula exige rigor e câmeras ligadas da PM em ato na Paulista

Coordenadores da campanha petista buscam garantir transparência e evitar abusos da Polícia Militar de São Paulo durante manifestação na avenida Paulista.

A campanha do presidente Lula em São Paulo prepara uma ofensiva para assegurar a integridade e a transparência durante o ato político marcado para este sábado (24), na avenida Paulista. A coordenação estadual solicitará formalmente à Polícia Militar que todos os agentes escalados para o evento mantenham suas câmeras corporais em funcionamento ininterrupto e utilizem identificação visível durante todo o período.

A medida é uma resposta direta ao clima de tensão que marcou a relação entre a campanha e a corporação na véspera do primeiro turno. Na ocasião, um episódio na rua Augusta resultou em um confronto verbal e na tentativa de detenção do advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha no estado. Carvalho reforçou que a iniciativa visa coibir possíveis excessos e garantir a segurança dos manifestantes.

O cenário de desconfiança foi agravado por um relatório assinado pelo major Maurício Bijarta Ferraioli, que acusou a campanha, a Polícia Federal e o GSI de obstruírem a via e descumprirem determinações do Tribunal Regional Eleitoral. O documento também imputa ao advogado ofensas contra a autoridade policial e questiona a atuação do coronel inativo Rogério Brito de Miranda.

Em resposta, Marco Aurélio de Carvalho refutou as alegações do relatório, classificando as acusações como infundadas. O advogado negou qualquer desrespeito aos agentes e defendeu a conduta do coronel Miranda, afirmando que a narrativa apresentada pela PM configura denunciação caluniosa. A disputa ocorre em um contexto de embates frequentes entre a gestão estadual e o campo progressista sobre o uso da força policial em atos públicos.

Em resumo

  • A campanha de Lula exigirá câmeras corporais ligadas e identificação visível de policiais no ato de sábado.
  • A medida busca evitar novos atritos após o conflito registrado na véspera do primeiro turno.
  • A coordenação da campanha nega as acusações de obstrução e ofensas feitas em relatório da PM.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaDebate presidencial na Globo: sociedade civil se mobiliza para checar falas em tempo real