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Parlamentares dos EUA pressionam Meta por suspeita de viés nas eleições brasileiras

Senador Bernie Sanders e grupo de democratas cobram explicações de Mark Zuckerberg sobre suposto tratamento desigual entre campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.

O senador Bernie Sanders e um grupo de mais de dez parlamentares democratas dos Estados Unidos enviaram uma carta ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, exigindo esclarecimentos sobre a atuação da empresa nas eleições brasileiras. O documento, liderado pela deputada Pramila Jayapal e divulgado pelo portal G1, aponta preocupações com relatos de que as plataformas da companhia estariam restringindo conteúdos da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enquanto favoreceriam a visibilidade de publicações ligadas a Flávio Bolsonaro (PL).

Os congressistas estadunidenses destacaram que a neutralidade das redes sociais é fundamental para a integridade do processo democrático. Segundo o texto, há um temor de que os algoritmos de recomendação e moderação da Meta estejam criando condições desiguais para os candidatos. A iniciativa internacional reforça as denúncias que já vinham sendo tratadas pela campanha petista junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Brasil.

O centro da polêmica envolveu, inclusive, o uso de inteligência artificial. Testes realizados pelo Projeto Comprova demonstraram que a ferramenta da Meta bloqueava solicitações para gerar imagens relacionadas a Lula, mas permitia a criação de conteúdos com referências a Flávio Bolsonaro. Embora a empresa tenha alegado que as restrições visavam impedir a geração de material eleitoral para ambos os lados, a disparidade no sistema gerou questionamentos sobre a eficácia e a imparcialidade dos filtros aplicados.

No âmbito jurídico brasileiro, o ministro do TSE, Marco Aurélio Bellizze, determinou em 15 de outubro que a Meta assegure tratamento igualitário na distribuição de conteúdos, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. Em reunião com a Corte e representantes das campanhas no dia 20, a empresa afirmou estar cumprindo as ordens judiciais e reforçou as restrições para comandos que utilizem nomes ou números de urna dos candidatos.

Em resumo

  • Parlamentares dos EUA, incluindo Bernie Sanders, questionaram a Meta sobre possível viés eleitoral no Brasil.
  • Denúncias apontam restrição de alcance para Lula e maior visibilidade para Flávio Bolsonaro.
  • Falhas na inteligência artificial da Meta foram confirmadas pelo Projeto Comprova.
  • O TSE determinou tratamento igualitário e a Meta afirma ter ajustado seus sistemas.

Fonte: Brasil 247

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