Política

Áudio viral com ofensas de Lula a empresária é farsa produzida por IA

Perícias técnicas confirmam que gravação atribuída ao presidente Lula, contendo ataques a Roberta Luchsinger, foi manipulada digitalmente.

Circula nas redes sociais um áudio falso que utiliza inteligência artificial para simular ofensas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a empresária Roberta Luchsinger. A peça de desinformação, que tenta forjar uma reação agressiva do mandatário após uma entrevista concedida por ela à CNN Brasil, já acumula mais de 100 mil visualizações em plataformas como o X, além de milhares de interações no Instagram e Facebook.

Conforme apuração do portal Aos Fatos, o material passou por análises forenses que atestaram a fraude. O Núcleo de Computação Forense Aplicada (NCFA), ligado à USP e à UFABC, comparou os padrões de ressonância e frequências da voz no áudio com gravações autênticas do presidente. O professor Mário Gazziro, responsável pelo exame, confirmou que as características sonoras são incompatíveis com a voz real de Lula.

A doutora em Filologia Clarice Assalim, integrante do Conselho Nacional de Perícia Judicial, também apontou falhas técnicas na gravação, destacando a ausência de variações naturais de ritmo e entonação típicas do presidente. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República negou categoricamente a autenticidade do conteúdo, e não há qualquer registro da suposta fala nos canais oficiais da emissora citada.

O contexto da montagem remete a uma entrevista de 17 de outubro, na qual a empresária fez acusações sobre a participação de Fábio Luís Lula da Silva em reuniões ministeriais. Na ocasião, a Secom já havia rebatido as declarações, afirmando que o presidente nunca recebeu demandas da entrevistada.

Em resumo

  • Perícias técnicas confirmam que o áudio é uma falsificação por síntese vocal.
  • Especialistas identificaram padrões de IA incompatíveis com a voz real de Lula.
  • A Secretaria de Comunicação da Presidência desmentiu a veracidade da gravação.
  • Não existem registros da suposta fala em fontes oficiais ou na CNN Brasil.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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