Petróleo dispara e mercado global entra em alerta com escalada de conflitos
Cotação do barril de petróleo supera US$ 114 em meio a tensões no Oriente Médio e instabilidade nas bolsas de tecnologia.

Foto: Petróleo, miniaturas de barris de petróleo, macaco de bomba de petróleo e nota de dólar americano são vistos nesta ilustração Crédito: Dado Ruvic/Reuters · Original e licença
A economia global enfrenta um novo momento de tensão nesta sexta-feira (23), com a cotação do petróleo superando a marca de US$ 114 por barril. O movimento, que não era registrado desde maio, reflete o agravamento dos conflitos no Oriente Médio, especialmente após a intensificação de ataques do grupo houthi, apoiado pelo Irã, contra infraestruturas estratégicas na Arábia Saudita.
O barril do tipo Brent, referência internacional, atingiu US$ 114,70 na última noite, mantendo-se em patamares elevados durante a manhã. A crise energética também atinge a Europa, onde o gás natural acumula uma alta de quase 30% apenas neste mês, pressionando ainda mais os custos de produção e o cenário inflacionário.
O cenário de incerteza é agravado pela fragilidade das bolsas americanas. O índice Nasdaq recuou 2,9% na quinta-feira (22), após a Meta projetar gastos acima do esperado, o que gerou desconfiança sobre a rentabilidade dos investimentos em inteligência artificial. Esse estresse financeiro provocou uma corrida por ativos de segurança, como os títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
A instabilidade também se reflete na zona do euro. Na França, o prêmio de risco dos títulos governamentais em relação aos papéis alemães atingiu 1,7 ponto percentual, patamar que remete ao período crítico da crise da dívida soberana na região.
Em resumo
- O petróleo Brent ultrapassou US$ 114 por barril devido a ataques a refinarias na Arábia Saudita.
- O índice Nasdaq caiu 2,9% após projeções de gastos da Meta decepcionarem o mercado.
- O preço do gás natural na Europa acumula alta de 30% em outubro.
- Títulos públicos dos EUA e da Europa apresentam volatilidade em meio à busca por ativos seguros.
Fonte: Brasil 247

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