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O mistério da mansão de Flávio Bolsonaro: PF investiga financiamento no BRB

A compra de um imóvel de luxo pelo senador em Brasília volta a ser alvo de apurações policiais e críticas políticas na reta final das eleições de 2026.

Foto: - Financiamento do imóvel, previsto para ser quitado em 30 anos por contrato foi quitado em cerca de três anos. (Reprodução/YouTube) · Original e licença

A aquisição de uma residência de quase 6 milhões de reais pelo senador Flávio Bolsonaro no Lago Sul, área nobre de Brasília, tornou-se um dos pontos centrais da disputa eleitoral de 2026. Durante o debate presidencial transmitido pela Band, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionou publicamente como o parlamentar teria obtido condições para realizar uma compra de tamanha magnitude, reacendendo o debate sobre a origem dos recursos e a facilidade de crédito concedida por um banco estatal.

O negócio, fechado em 2021, envolveu um pagamento inicial de cerca de 2,87 milhões de reais e um financiamento de 3,1 milhões de reais junto ao Banco de Brasília. Embora o contrato original estipulasse um prazo de 30 anos para a quitação, o senador surpreendeu ao liquidar a dívida integralmente em março de 2024, após uma série de amortizações extraordinárias. Na época da contratação, o banco considerou uma renda mensal declarada pelo casal de pouco mais de 65 mil reais, composta por salários, rendimentos de franquias e aplicações financeiras.

Atualmente, a Polícia Federal conduz uma investigação para verificar se houve tratamento privilegiado na concessão do empréstimo. Os investigadores analisam, entre outros pontos, a taxa de juros de 3,71% ao ano aplicada ao senador, valor que se mostrou abaixo da média praticada pela instituição para operações similares naquele período. A apuração também busca entender se houve flexibilização indevida de normas internas do banco, em um contexto que envolve outras investigações sobre a gestão da instituição financeira.

Em instâncias judiciais, o caso já passou pelo crivo de um colegiado de desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. Em setembro de 2025, o grupo decidiu, de forma unânime, que a operação não violou a moralidade administrativa, mantendo a improcedência de uma ação popular que tentava anular o financiamento. A defesa de Flávio Bolsonaro insiste que a transação seguiu todos os trâmites legais e que o dinheiro utilizado proveio de atividades profissionais, como a venda de um imóvel no Rio de Janeiro e de uma franquia de chocolates.

Em resumo: - Flávio Bolsonaro adquiriu mansão de 5,97 milhões de reais em 2021 com crédito do BRB. - Dívida de 3,1 milhões de reais foi quitada antecipadamente em 2024. - Polícia Federal apura se houve favorecimento na concessão do empréstimo e nas taxas de juros. - Justiça do DF considerou a operação regular em 2025, mas a investigação policial segue em andamento.

Fonte: Revista Fórum

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