TSE aguarda dados técnicos antes de avaliar pedido contra canal de apoio a Lula
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, solicitou relatórios de plataformas digitais para analisar representação contra o canal 'Exército de Lula'.

Foto: Lula e Nunes Marques Crédito: Ricardo Stuckert e Antonio Augusto/TSE · Original e licença
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, condicionou qualquer decisão sobre a suspensão do canal de WhatsApp “Exército de Lula” à comprovação de irregularidades eleitorais. A ferramenta, gerida pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), conta com mais de 9 milhões de inscritos e tornou-se alvo de uma representação movida pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, o magistrado aguarda o envio de relatórios técnicos solicitados à Meta, ao Google e ao X. O prazo para que as empresas entreguem os dados encerra-se na tarde desta sexta-feira. Nunes Marques enfatizou que, no momento, não há elementos suficientes para acolher o pedido da oposição, ressaltando que a mobilização de apoiadores é uma prática lícita.
Em nota oficial, o TSE esclareceu que não determinou a retirada do canal do ar e refutou interpretações de que o pedido de informações representaria uma decisão antecipada. O tribunal reforçou que a análise segue em fase de coleta de provas e que, após o recebimento dos documentos, as partes envolvidas, incluindo a Procuradoria-Geral Eleitoral, terão 24 horas para se manifestar.
A ofensiva jurídica questiona a organização de ações coordenadas para impulsionar conteúdos nas redes sociais. Enquanto aguarda o desfecho, a equipe jurídica da campanha de Lula prepara estratégias para contestar eventuais restrições, dado o papel central que o canal desempenha na mobilização digital nesta reta final de segundo turno.
Em resumo
- O ministro Kassio Nunes Marques solicitou relatórios técnicos a plataformas digitais sobre o canal “Exército de Lula”.
- O TSE negou que tenha ordenado a suspensão imediata da ferramenta de comunicação.
- A decisão final depende da análise de possíveis irregularidades após a manifestação das partes envolvidas.
Fonte: Brasil 247

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