Impasse sobre sigilos: campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro mantêm divergências no TSE
Após decisão do ministro André Mendonça, campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro apresentam documentos ao TSE, mas seguem em disputa sobre o formato de abertura de dados sigilosos.

Foto: Lula e Flávio Bolsonaro Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação · Original e licença
A disputa política em torno da abertura de sigilos bancários e telefônicos ganhou novos contornos nesta sexta-feira (23). Mesmo após o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), definir que a divulgação de dados pessoais é uma prerrogativa dos próprios candidatos e não exige ordem judicial, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) mantêm estratégias distintas e nenhum dado foi tornado público até o momento.
Segundo apuração do jornal O Globo, a equipe jurídica de Lula insiste que o TSE atue como mediador. O objetivo petista é garantir que a exposição das informações ocorra de forma simultânea e centralizada, evitando que os dados sejam editados ou apresentados de maneira seletiva. Já a defesa de Flávio Bolsonaro, embora concorde com a autonomia apontada por Mendonça, condiciona a abertura dos seus dados a uma determinação formal da Corte e exige, como contrapartida, que o presidente divulgue previamente os gastos do cartão corporativo da Presidência.
As procurações entregues ao tribunal evidenciam o distanciamento entre os dois grupos. Enquanto os aliados de Lula autorizam a publicação em nome de compromissos de campanha, o grupo de Flávio Bolsonaro mantém a abertura dos sigilos atrelada a uma decisão judicial, o que contraria o entendimento recente do ministro Mendonça de que a Justiça Eleitoral não deve intervir na iniciativa individual dos candidatos.
Em resumo
- O ministro André Mendonça decidiu que a abertura de sigilos depende apenas dos candidatos, sem necessidade de ordem judicial.
- A campanha de Lula defende que o TSE coordene a divulgação simultânea para garantir a integridade das informações.
- A defesa de Flávio Bolsonaro insiste em uma decisão judicial prévia e cobra a exposição de gastos do cartão corporativo presidencial.
Fonte: Brasil 247

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