TSE desmente boatos sobre suspensão de canal de apoio a Lula no WhatsApp
Tribunal Superior Eleitoral esclarece que não ordenou o fechamento do canal 'Exército do Lula' e cobra isonomia das plataformas digitais na reta final da eleição.

Foto: Exercito do Lula é censurado. - Foto Reprodução/ Redes Sociais Andre Janones · Original e licença
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) veio a público nesta sexta-feira (23) para desmentir rumores sobre uma suposta ordem judicial para tirar do ar o canal 'Exército do Lula', mantido pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. Em nota oficial, a Corte afirmou que não existe qualquer determinação nesse sentido e classificou como indevidas as interpretações que ligam pedidos de informações técnicas a uma possível censura.
A confusão ganhou força após o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, solicitar que a Meta apresente, em até 24 horas, um relatório técnico sobre o funcionamento do canal. O tribunal reforçou que prazos curtos são procedimentos padrão em processos de propaganda eleitoral e não indicam, por si só, uma decisão de suspensão.
Paralelamente, o ministro Floriano de Azevedo Marques negou um pedido preventivo feito por Janones, que buscava evitar restrições judiciais futuras ao canal. O magistrado entendeu que não havia um ato concreto que justificasse a intervenção, descartando a tese de um 'julgamento relâmpago' contra a iniciativa.
Em meio à tensão da reta final do segundo turno, marcado para este domingo (25), o TSE também convocou representantes das principais plataformas digitais — Meta, X, Google, TikTok e Kwai — para uma reunião. O tribunal exigiu que as empresas garantam tratamento isonômico a todas as campanhas, assegurando que as regras sejam aplicadas de forma equilibrada para os dois lados da disputa.
Em resumo
- O TSE negou que tenha ordenado a exclusão do canal 'Exército do Lula' do WhatsApp.
- A Meta deve apenas fornecer um relatório técnico sobre o funcionamento da página.
- O ministro Floriano de Azevedo Marques rejeitou pedido de Janones para blindar o canal contra futuras decisões.
- O tribunal cobrou das redes sociais tratamento isonômico entre as campanhas presidenciais.
Fonte: Revista Fórum

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