TSE limita poder de Nunes Marques e barra suspensão administrativa do canal 'Exército do Lula'
Ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu que qualquer restrição ao canal de apoiadores de Lula depende agora de votação do plenário da Corte.

Foto: André Janones, Lula, Kassio Nunes Marques e Floriano de Azevedo Marques Crédito: Ricardo Stuckert I Antonio Augusto/TSE I Tom Molina/STF · Original e licença
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), impôs um limite à atuação administrativa do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, nesta sexta-feira (23). Em decisão liminar, o magistrado determinou que a presidência do tribunal não possui competência para suspender, por conta própria, o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, gerido pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
A medida atende a um mandado de segurança protocolado pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, que representa a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministro, qualquer intervenção que restrinja o funcionamento do canal de mobilização política deve ser submetida ao crivo do plenário da Corte, em sede de processo judicial, e não por meio de atos administrativos isolados da presidência.
A decisão estabelece que Nunes Marques deve se abster de utilizar suas prerrogativas de fiscalização para impor novas sanções ao canal até que o colegiado do TSE analise o mérito da controvérsia. O magistrado destacou que a medida não impede que a Justiça Eleitoral investigue eventuais denúncias de conteúdo, mas reforça a necessidade de um rito processual adequado para decisões que afetem a comunicação política.
O canal tem sido alvo de sucessivos embates jurídicos desde o dia 11 de outubro, quando a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou sua suspensão, alegando a disseminação de informações falsas. A defesa da coligação petista argumentou que a presidência do tribunal estava extrapolando suas atribuições ao aplicar restrições sem o devido processo legal, gerando insegurança jurídica na reta final do segundo turno.
Em resumo
- O ministro Floriano de Azevedo Marques proibiu o presidente do TSE de suspender administrativamente o canal 'Exército do Lula'.
- Restrições ao canal agora dependem obrigatoriamente de decisão do plenário da Corte.
- A decisão atende a um pedido da coligação de Lula, que questionava a atuação de Nunes Marques.
- O canal, administrado por André Janones, é um dos principais pontos de disputa judicial entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.
Fonte: Brasil 247

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