Defesa em jogo: Flávio Bolsonaro flerta com militares enquanto Lula avalia nome histórico
Na reta final da disputa presidencial, Flávio Bolsonaro e Lula desenham estratégias distintas para o comando do Ministério da Defesa.

Foto: O almirante Flavio Rocha (esq.), então secretário de Assuntos Estratégicos, conversa com presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto em 2021; ele é cotado para ser ministro da Defesa em caso de vitória de Flávio Bolsonaro - Marcos Correa/Presidência da República · Original e licença
A poucos dias da definição eleitoral, o Ministério da Defesa tornou-se um ponto central nas articulações dos dois candidatos que lideram a corrida ao Palácio do Planalto. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (22), Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) estão em empate técnico, com 50% dos votos válidos cada, o que intensifica as movimentações sobre a futura composição ministerial.
Conforme apuração da Folha, Flávio Bolsonaro tem sinalizado a aliados o desejo de nomear um militar para a pasta, caso saia vitorioso. A ideia seria manter apenas um oficial das Forças Armadas no primeiro escalão, além do GSI. Entre os nomes ventilados, destacam-se os almirantes Flávio Rocha e Bento Albuquerque. Contudo, alas mais moderadas da campanha do senador defendem a indicação de um civil, como o ex-secretário Marcos Degaut ou o senador Carlos Portinho, visando alinhar o governo a padrões democráticos de subordinação militar ao poder civil.
Do lado petista, a eventual reeleição de Lula deve marcar a saída de José Múcio Monteiro. O atual ministro defende a ascensão de Cinara Wagner Fredo, atual secretária-geral da pasta, para o cargo. A nomeação seria um marco histórico, tornando-a a primeira mulher a chefiar o ministério desde sua criação em 1999. Múcio aposta na competência técnica de Cinara e na pressão por maior diversidade de gênero na Esplanada para convencer o presidente.
Em resumo
- Flávio Bolsonaro e Lula estão empatados com 50% dos votos válidos, segundo o Datafolha.
- Flávio cogita um militar para a Defesa, enquanto aliados sugerem nomes civis como Portinho e Degaut.
- Lula avalia Cinara Wagner Fredo para o cargo, o que seria a primeira nomeação feminina na história da pasta.
- O atual ministro José Múcio Monteiro planeja deixar o governo em caso de reeleição do petista.
Fonte: Folha de S.Paulo

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