Dona Déa aponta descaso de Bolsonaro na morte de Paulo Gustavo e critica risos do ex-presidente
Em depoimento recente, a mãe do humorista Paulo Gustavo relembrou a luta do filho por vacinas e condenou a postura de Jair Bolsonaro durante a crise sanitária, que atrasou a imunização no Brasil.

Foto: Dona Dea - Dona Dea (Foto: Youtube) · Original e licença
A dor pela perda de Paulo Gustavo, falecido em maio de 2021 aos 42 anos, ganhou novos contornos após um relato de sua mãe, Déa Lúcia Amaral. Em declarações feitas em 18 de outubro de 2026, ela apontou que a demora na chegada dos imunizantes contra a Covid-19 foi um fator determinante para a tragédia, responsabilizando diretamente a administração de Jair Bolsonaro pelo atraso na proteção da população.
Dona Déa recordou que o filho, antes de ser internado, manifestava uma angústia constante sobre a ausência de vacinas no país. Segundo ela, o humorista cobrava insistentemente que os imunizantes chegassem logo, mas o tempo não foi suficiente para salvá-lo. A mãe do artista também expressou profunda indignação ao lembrar como o então presidente se comportava diante da crise, mencionando que o governo tratava a situação com deboche e risos, o que ela classificou como uma atitude revoltante.
O histórico de negociações do governo federal durante a pandemia, investigado pela CPI do Senado em 2021, sustenta as críticas de Dona Déa. Documentos e depoimentos revelaram que propostas de fornecimento da Pfizer foram ignoradas pelo Executivo ainda em 2020, com contratos sendo assinados apenas em março de 2021. Além disso, o governo federal chegou a barrar a compra da CoronaVac, fruto de uma parceria entre o Instituto Butantan e a Sinovac, devido a conflitos políticos entre Bolsonaro e o governo de São Paulo.
Enquanto a gestão federal travava a aquisição de doses, Paulo Gustavo usava suas redes sociais para alertar sobre a gravidade da pandemia e questionar a falta de vacinas. Em março de 2021, pouco antes de ser hospitalizado, o artista chegou a publicar um apelo desesperado perguntando onde estavam os imunizantes. A fala de Dona Déa em 2026 resgata essa memória, unindo o luto de uma mãe à crítica política sobre as decisões que marcaram o enfrentamento da doença no Brasil.
Em resumo: - Dona Déa Lúcia Amaral afirmou que a demora na vacinação, sob responsabilidade do governo Bolsonaro, contribuiu para a morte de seu filho, Paulo Gustavo. - A CPI da Pandemia comprovou que o governo federal ignorou ofertas da Pfizer em 2020 e boicotou a compra da CoronaVac por motivos políticos. - O humorista utilizou suas redes sociais para cobrar agilidade na imunização e alertar sobre os riscos da Covid-19 antes de falecer.
Fonte: Revista Fórum

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