Véspera de eleição: Datafolha mostra disputa acirrada e rejeições elevadas
Pesquisa Datafolha aponta cenário de alta rejeição para Lula e Flávio Bolsonaro na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Foto: O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em debate entre presidenciáveis na TV Globo, no Rio de Janeiro - Jin Haoyuan - 23.out.26/Xinhua · Original e licença
A corrida presidencial de 2026 chega ao seu desfecho neste domingo (25) marcada por um cenário de forte polarização e rejeições elevadas. De acordo com o levantamento mais recente do Datafolha, divulgado na véspera do pleito, 46% dos eleitores afirmam que não votariam no presidente Lula (PT), enquanto 45% declaram o mesmo sobre o candidato Flávio Bolsonaro (PL).
A pesquisa, realizada entre sexta-feira (23) e sábado (24), ouviu 4.050 pessoas em todo o país. O estudo, contratado pela Folha e pela TV Globo, está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-09540/2026 e possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O quadro de rejeição tem sido o eixo central da campanha, especialmente no segundo turno. Após a ultrapassagem de Flávio Bolsonaro no primeiro escrutínio, a disputa foi dominada por estratégias de propaganda negativa e embates diretos nos debates. A polarização é tamanha que, no primeiro turno, os demais candidatos não alcançaram 8% dos votos válidos somados.
Embora o presidente Lula tenha intensificado sua mobilização nas ruas e nas redes sociais, o ganho em intenções de voto tem sido limitado pela rigidez do eleitorado. O desafio das campanhas nesta reta final tem sido tentar converter a rejeição do adversário em votos nulos ou brancos, visando alterar o resultado final que será contabilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Em resumo
- Lula registra 46% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 45%.
- A pesquisa ouviu 4.050 eleitores e possui margem de erro de dois pontos percentuais.
- O cenário reflete uma eleição marcada pela alta polarização e pelo esgotamento de margens para novos votos.
Fonte: Folha de S.Paulo

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