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Mãe de menina morta por PM desabafa após ser chamada pelo nome da filha por Flávio Bolsonaro

Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara, relata indignação após Flávio Bolsonaro, advogado de defesa do PM acusado do crime, trocar seu nome pelo da criança durante debate.

Foto: - Flávio Bolsonaro atuou na defesa de PM acusado de matar Ana Clara. Foto: Reprodução e Edilson Rodrigues/Agência Senado · Original e licença

O debate presidencial da TV Globo, realizado na última sexta-feira (23), foi marcado por um momento de profunda dor e indignação para Cristiane Gomes da Silva. Mãe de Ana Clara Gomes Machado, morta aos 5 anos por um tiro de fuzil em Niterói (RJ), em 2021, ela presenciou o senador Flávio Bolsonaro (PL) — que atua na defesa do policial militar acusado do disparo — chamá-la pelo nome da filha falecida durante uma troca de acusações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em transmissão realizada na Live da Virada, organizada pelo deputado André Janones (Rede-MG), Cristiane compartilhou o impacto emocional do episódio. Ela revelou que, naquele instante, sua vontade era confrontar o senador sobre a realidade da perda. “A Ana Clara não pode te ouvir, ela está morta”, desabafou a mãe, que luta para que o caso não caia no esquecimento.

O caso de Ana Clara, ocorrido em fevereiro de 2021, gerou uma longa batalha judicial. O policial militar Bruno Dias Delaroli foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado com dolo eventual. Embora a defesa do agente sustente a tese de troca de tiros, investigações e relatos de testemunhas apontam que o disparo fatal partiu da arma do policial em uma área residencial.

Flávio Bolsonaro, que integra a equipe jurídica de Delaroli, tem atuado para evitar que o caso seja levado a um Tribunal do Júri. Apesar de sucessivas derrotas em instâncias superiores, incluindo o STF, o julgamento popular, que estava previsto para outubro de 2026, foi remarcado para 5 de maio de 2027.

Em resumo

  • Cristiane Gomes da Silva foi chamada pelo nome da filha morta por Flávio Bolsonaro durante debate presidencial.
  • O senador atua na defesa do PM Bruno Dias Delaroli, acusado de matar a criança de 5 anos em 2021.
  • A defesa do policial tenta evitar o julgamento pelo Tribunal do Júri, que foi adiado para maio de 2027.

Fonte: Revista Fórum

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