Joice Hasselmann revela que plano de golpe bolsonarista já existia em 2019
Ex-deputada afirma que o general Hamilton Mourão a alertou sobre uma minuta de intervenção guardada na gaveta do então presidente Jair Bolsonaro.

Foto: Joice Hasselmann, em entrevista à TV 247 Crédito: Brasil 247 · Original e licença
A tentativa de ruptura institucional que culminou nos ataques de 8 de janeiro não foi um evento isolado, mas o desdobramento de um projeto gestado desde o início do governo de Jair Bolsonaro. A revelação foi feita pela ex-deputada federal Joice Hasselmann em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, na TV 247.
Segundo a ex-parlamentar, que atuou como líder do governo no Congresso em 2019, o alerta sobre a existência de um plano golpista partiu do então vice-presidente, Hamilton Mourão. O relato aponta que, entre junho e julho de 2019, após uma reunião ministerial, Mourão a teria abordado para confirmar que um documento de intervenção já estava pronto para ser assinado pelo ex-presidente.
Diante da gravidade da informação, Hasselmann afirmou ter buscado o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Em um encontro cercado de precauções contra grampos, ela detalhou o conteúdo do rascunho que previa a subordinação dos Poderes ao Executivo. Para a ex-deputada, a estratégia de aproximação institucional adotada por Toffoli na época funcionou como um freio de emergência para evitar a concretização do plano naquele momento.
Hasselmann sustentou que os episódios de violência contra a democracia ao final do mandato bolsonarista foram a execução de uma conspiração que ela acompanhou de perto. Ela reforçou que a extrema-direita buscou, desde o primeiro ano de gestão, sequestrar as instituições por dentro, utilizando a força bruta quando a via administrativa falhou.
Em resumo
- Joice Hasselmann afirma que um plano de golpe existia desde 2019.
- A ex-deputada diz ter sido alertada pelo general Hamilton Mourão sobre uma minuta de intervenção.
- O relato indica que o STF foi avisado na época para conter a ameaça institucional.
- A ex-parlamentar vincula os ataques de 8 de janeiro a um projeto de poder de longa data.
Fonte: Brasil 247

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