Política · Justiça

Ministério da Igualdade Racial aciona Justiça após cena de racismo em ato de Flávio Bolsonaro

Pasta busca investigação sobre episódio em que homem negro foi acorrentado por apoiador do candidato durante manifestação no Rio de Janeiro.

O Ministério da Igualdade Racial oficializou, neste sábado (25), pedidos de investigação ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. A medida visa apurar um episódio de racismo registrado durante um ato de campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL), realizado na véspera, na Barra da Tijuca.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram um homem branco, vestido com roupas que remetem à bandeira do Brasil, conduzindo um homem negro acorrentado. Durante a cena, o apoiador profere ofensas contra a figura do presidente Lula. O evento contava com a presença de Flávio Bolsonaro em um trio elétrico, ao lado de aliados como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL).

Em nota oficial, a pasta da Igualdade Racial classificou o ocorrido como inaceitável, destacando que a humilhação pública de uma pessoa negra remete a dinâmicas históricas reconhecidas internacionalmente como crimes contra a humanidade. O ministério ressaltou que o episódio, inserido no contexto eleitoral, evidencia as feridas profundas que o período escravagista ainda impõe à sociedade brasileira.

A deputada federal eleita Anielle Franco (PT) também se manifestou sobre o caso. Pelas redes sociais, ela informou que buscaria o ministério para cobrar providências, mencionando ainda um episódio de intolerância religiosa ocorrido em Belo Horizonte, onde uma apoiadora de Flávio Bolsonaro foi filmada rasgando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Em resumo

  • O Ministério da Igualdade Racial solicitou investigação formal sobre ato racista em manifestação política.
  • Vídeos mostram um homem negro sendo acorrentado por um apoiador de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro.
  • A deputada eleita Anielle Franco também denunciou o caso e um episódio de intolerância religiosa em Minas Gerais.

Fonte: ICL Notícias

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