Federação Brasil da Esperança aciona TSE após falha no transporte público na Bahia
PT, PCdoB e PV pedem extensão do horário de votação em três cidades baianas devido à redução da frota de ônibus no dia do pleito.

Foto: Terminal de ônibus em Salvador. Foto: Divulgação · Original e licença
A federação composta por PT, PCdoB e PV protocolou um pedido urgente junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a prorrogação do horário de votação até as 19h em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. A medida visa garantir o direito ao voto de eleitores que enfrentaram dificuldades de locomoção devido à escassez de transporte coletivo neste domingo de segundo turno.
Segundo a representação enviada ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, os municípios não cumpriram a promessa de manter a frota equivalente à de dias úteis. Em Salvador, a situação foi crítica, com relatos de uma redução superior a 50% na circulação de coletivos. A coligação apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) registros fotográficos e vídeos que mostram diversos veículos parados em garagens durante o período de votação.
O presidente do TRE-BA, desembargador Mauricio Kertzman Szporer, chegou a determinar, ainda pela manhã, o restabelecimento imediato da frota na capital, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão. No entanto, a federação sustenta que a ordem foi ignorada, apresentando novos registros visuais de ônibus retidos em pátios na Avenida Suburbana após a decisão judicial.
Além da extensão do horário, a federação solicitou que o TSE investigue a possível ocorrência de abuso de poder político na gestão do transporte público. O pedido de prorrogação da votação, que também abrange Feira de Santana e Lauro de Freitas, aguarda análise da presidência do tribunal.
Em resumo
- PT, PCdoB e PV pedem votação até as 19h em três cidades baianas.
- Ação aponta descumprimento de ordem judicial sobre frota de ônibus.
- TRE-BA fixou multa de R$ 1 milhão por hora em caso de irregularidade.
- Federação solicita investigação por possível abuso de poder político.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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