Prefeitura de SP ignora ordem judicial e mantém 30% da frota de ônibus parada no dia da eleição
Mesmo após determinação da Justiça Eleitoral para operar com frota de dia útil, gestão Ricardo Nunes manteve veículos nas garagens alegando economia de gastos.

Foto: Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil) · Original e licença
A Prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Ricardo Nunes (MDB), descumpriu a determinação da Justiça Eleitoral que exigia a circulação de uma frota de ônibus equivalente à de um dia útil neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições. Segundo apuração do jornalista Demétrio Vecchioli, do portal Metrópoles, mais de 30% dos veículos permaneciam parados nas garagens até as 15h45.
Em ofício enviado ao Instituto Pólis, a SPTrans justificou a decisão alegando que a operação plena geraria custos desnecessários ao erário. A administração municipal sustentou que a maioria dos eleitores vota próximo às suas residências e que o reforço de 2 mil ônibus extras, modelo adotado no primeiro turno, seria suficiente para atender à demanda, citando uma taxa de ocupação inferior a 45% na votação anterior.
A interpretação da prefeitura, contudo, foi rebatida pela Justiça Eleitoral, que ordenou a equivalência com dias úteis para garantir o pleno exercício do voto. A gestão Nunes alegou que a notificação judicial, recebida apenas às 13h59 de sábado (24), inviabilizou a reorganização logística necessária para colocar toda a frota em circulação a tempo.
A redução da oferta de transporte público em dias de pleito é um ponto sensível, visto que a disponibilidade de veículos é fundamental para assegurar o acesso de eleitores de baixa renda e moradores de regiões periféricas aos locais de votação. A permanência de centenas de ônibus nas garagens ocorreu durante todo o período de votação, gerando questionamentos sobre o impacto no deslocamento da população.
Em resumo
- A Justiça Eleitoral determinou que São Paulo operasse com frota de dia útil no segundo turno.
- A prefeitura alegou que a medida causaria gastos desnecessários e que o reforço de 2 mil ônibus seria suficiente.
- Mais de 30% da frota permaneceu parada às 15h45, com a gestão municipal atribuindo o fato ao curto prazo para cumprir a ordem judicial.
Fonte: ICL Notícias

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.