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Gestão Nunes na mira da Justiça: parlamentares pedem prisão por boicote ao transporte eleitoral

Deputadas do PSOL e o PT acionaram o Judiciário contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, alegando que a prefeitura descumpriu a ordem de manter 100% da frota de ônibus nas ruas durante o segundo turno das eleições.

Foto: Sâmia Bomfim Crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados · Original e licença

Uma ofensiva jurídica foi deflagrada neste domingo (25) contra a administração municipal de São Paulo. Parlamentares do PSOL, incluindo a deputada federal Sâmia Bomfim, a vereadora Luana Alves e a deputada estadual Mônica Seixas, protocolaram um pedido de prisão contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). A ação também mira o secretário de Mobilidade Urbana, Celso Jorge Caldeira, e o comando da SPTrans, sob a acusação de desobediência a uma determinação da Justiça Eleitoral que exigia a operação integral da frota de ônibus da capital.

O embate judicial teve início na última sexta-feira (23), quando o juiz Tiago Ducatti Lino Machado ordenou que a prefeitura garantisse a circulação de 100% dos veículos previstos para dias úteis, visando assegurar o direito de voto da população. Contudo, as parlamentares denunciaram que, na prática, cerca de 29% da frota permanecia retida nas garagens. Sâmia Bomfim argumentou que a restrição deliberada de transporte atenta contra a democracia e o exercício do voto, solicitando que a Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral intervenham para garantir o cumprimento da ordem.

Além da prisão, o grupo de parlamentares requereu o aumento da multa diária de R$ 100 mil para R$ 500 mil por hora de descumprimento, sugerindo ainda que oficiais de justiça acompanhados de policiais fiscalizem as garagens das empresas de ônibus. O PT de São Paulo também se somou às críticas, protocolando um pedido de prisão específico contra o secretário de Mobilidade Urbana, citando que apenas 60% dos veículos estariam circulando.

Em sua defesa, a SPTrans declarou que a notificação judicial chegou apenas na tarde de sábado (24), restando menos de 12 horas para a mobilização logística necessária. A empresa afirmou que, apesar de respeitar a decisão, o prazo exíguo impossibilitou a adequação imediata de toda a escala de trabalhadores e veículos.

Em resumo: - Parlamentares do PSOL e o PT pediram a prisão de Ricardo Nunes e do secretário de Mobilidade por falhas na frota de ônibus. - A Justiça Eleitoral havia determinado, na sexta-feira (23), a operação de 100% dos veículos para garantir o transporte dos eleitores. - A SPTrans alegou que o prazo exíguo entre a notificação e o dia da votação impediu o cumprimento integral da medida.

Fonte: Brasil 247

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