Política · Justiça

Justiça Eleitoral pressiona gestão Nunes por falta de ônibus no dia da votação

Prefeitura de São Paulo e SPTrans são intimadas a explicar a redução da frota de ônibus durante o segundo turno, após descumprimento de ordem judicial que exigia circulação em nível de dia útil.

Foto: Justiça Eleitoral exige explicações da gestão Ricardo Nunes sobre denúncias de redução da frota de ônibus em São Paulo durante o segundo turno presidencial; multa prevista é de R$ 100 mil Crédito: Reprodução/TV Globo | Prefeitura SP · Original e licença

O domingo de segundo turno das eleições em São Paulo foi marcado por um embate jurídico sobre a mobilidade urbana. O juiz Tiago Ducati Lino Machado, da 1ª Zona Eleitoral, ordenou que a administração municipal e a São Paulo Transporte (SPTrans) apresentem explicações urgentes sobre a escassez de coletivos nas ruas. A decisão atende a denúncias de que a frota estaria operando abaixo do patamar exigido pela própria Justiça.

Dois dias antes do pleito, o magistrado havia determinado que a capital paulista mantivesse a quantidade de ônibus equivalente à de um dia útil, visando garantir que o eleitorado conseguisse chegar aos locais de votação. O descumprimento da medida pode resultar em multa pessoal de 100 mil reais tanto para o prefeito Ricardo Nunes quanto para o comando da SPTrans.

Em sua defesa, a gestão municipal argumentou que a notificação judicial chegou em cima da hora, impossibilitando a readequação das escalas de trabalho e das jornadas dos motoristas. A prefeitura sustentou que o planejamento original foi desenhado com base em critérios técnicos e no fluxo de passageiros observado em domingos anteriores, alegando que a mudança abrupta impôs desafios operacionais difíceis de superar na véspera da eleição.

O cenário de tensão política escalou com a declaração de Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência. O político afirmou que pretende solicitar a prisão do prefeito e do secretário de transportes, utilizando como base um precedente ocorrido em Salvador, onde o TRE-BA ordenou a detenção de um secretário municipal por retenção de ônibus que circulavam com propaganda eleitoral.

Em resumo: - A Justiça Eleitoral intimou a prefeitura e a SPTrans a justificarem a redução da frota de ônibus no dia da votação. - O prefeito Ricardo Nunes e o presidente da SPTrans estão sob risco de multa de 100 mil reais por possível desobediência judicial. - A prefeitura alega que o prazo curto impediu a ampliação dos veículos conforme exigido. - Guilherme Boulos anunciou que buscará a prisão de autoridades municipais pelo ocorrido.

Fonte: Brasil 247

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