PT aciona Justiça e pede prisão de secretário de Nunes por falha na frota de ônibus
Partido dos Trabalhadores denuncia descumprimento de ordem judicial que exigia frota integral de ônibus em São Paulo neste domingo de segundo turno.

Foto: Celso Jorge Caldeira Crédito: Reprodução · Original e licença
O Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo protocolou um pedido de prisão contra o secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira. A medida ocorre após a legenda denunciar que a prefeitura estaria descumprindo a determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que exigiu a circulação de 100% da frota de ônibus da capital paulista neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições.
Segundo informações divulgadas pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o PT sustenta que apenas 60% dos veículos estão em operação. O deputado federal Kiko Celeguim, presidente do diretório estadual do partido, afirmou que a administração municipal ignorou as cobranças feitas pela legenda ao longo do dia para a normalização do serviço. Além da prisão do secretário, o PT pretende solicitar a ampliação do horário de votação, sob o argumento de que a escassez de transporte está impedindo o deslocamento de eleitores.
A decisão judicial, proferida na última sexta-feira (23), estabeleceu que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans deveriam garantir a frota integral prevista para dias úteis. O descumprimento da ordem sujeita o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o presidente da SPTrans a uma multa individual de R$ 100 mil, além de possíveis implicações por crime eleitoral.
Em nota, a SPTrans declarou que cumpriria a determinação, mas criticou o curto prazo para a mobilização operacional, alegando que a medida impõe desafios logísticos para a convocação de funcionários. A Prefeitura de São Paulo não se manifestou sobre a denúncia do PT ou sobre a decisão judicial até o momento.
Em resumo
- O PT pede a prisão do secretário de Mobilidade Urbana por suposto descumprimento de ordem judicial que exige 100% da frota de ônibus.
- O partido alega que apenas 60% dos veículos circulam, prejudicando o acesso dos eleitores aos locais de votação.
- A Justiça Eleitoral fixou multa de R$ 100 mil para o prefeito Ricardo Nunes e o presidente da SPTrans em caso de desobediência.
- A SPTrans argumenta que o prazo para a implementação da frota integral foi insuficiente.
Fonte: Brasil 247

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