Justiça Eleitoral ordena prisão de secretário em Salvador após boicote aos ônibus
O TRE-BA exigiu a circulação total da frota e gratuidade no transporte público da capital baiana, após denúncias de que a redução de veículos estaria dificultando o acesso dos eleitores às urnas neste domingo de votação.

Foto: Ex-ministro da Casa Civil Rui Costa. Foto: Divulgação · Original e licença
Uma decisão contundente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia sacudiu o cenário político em Salvador neste dia de votação. A Corte emitiu um mandado de prisão contra Pablo Souza, titular da Secretaria Municipal de Mobilidade, sob a acusação de interferência no transporte público. O gestor, segundo relatos, encontra-se atualmente no exterior. A medida judicial foi uma resposta direta a uma ação movida pela Federação Brasil da Esperança, que denunciou a escassez de coletivos nas ruas, o que estaria impedindo o livre exercício do voto pela população.
Além da ordem de detenção, o tribunal impôs que a prefeitura restabeleça imediatamente a circulação de todos os ônibus, mantendo o padrão de dias úteis e garantindo a gratuidade das passagens. Caso a determinação não seja cumprida, a administração municipal terá de arcar com uma multa de R$ 1 milhão. O ex-governador Rui Costa, coordenador da campanha de Lula, manifestou-se sobre o episódio, argumentando que a conduta da prefeitura configura crime eleitoral ao obstruir a vontade popular, e defendeu que o prefeito Bruno Reis também deveria ser preso.
Em sua defesa, o prefeito Bruno Reis negou qualquer tentativa de boicote. Ele alegou que a retenção de 75 veículos nas garagens durante o período da manhã ocorreu porque sindicalistas teriam colado adesivos de campanha nos ônibus, o que, segundo o gestor, seria proibido pelas normas de propaganda. Reis afirmou que os veículos só voltaram a circular após a remoção do material partidário e rebateu as críticas de Rui Costa, acusando-o de disseminar informações falsas sobre a operação do sistema.
Em resumo
- O TRE-BA decretou a prisão do secretário de Mobilidade e exigiu frota integral e gratuita em Salvador.
- A Federação Brasil da Esperança denunciou que a redução de ônibus prejudicou o acesso dos eleitores aos locais de votação.
- O prefeito Bruno Reis justificou o atraso inicial alegando que sindicalistas teriam adesivado os veículos irregularmente.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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