PT aciona TSE para estender votação após denúncias de boicote ao transporte público
Partido dos Trabalhadores busca ampliação do horário de votação em resposta a falhas na circulação de ônibus em São Paulo e Salvador durante o segundo turno.

Foto: Estação de ônibus em São Paulo (SP) Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil · Original e licença
O Partido dos Trabalhadores (PT) prepara um pedido formal ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para estender o horário de votação deste domingo (25). A medida é uma resposta direta às denúncias de irregularidades na oferta de transporte público em São Paulo e Salvador, que estariam dificultando o acesso dos eleitores às urnas.
Segundo informações divulgadas pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a legenda aponta que a circulação de ônibus municipais está abaixo do esperado, descumprindo determinações judiciais que exigiam frota plena para o dia do pleito. Em Salvador, a situação escalou para uma ordem de prisão contra o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, expedida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). O PT também solicitou a prisão do prefeito Bruno Reis (União Brasil), acusado pelo senador eleito Rui Costa de obstruir o direito ao voto.
Em São Paulo, a coligação Brasil Pronto pra Mais denunciou à Justiça Eleitoral que apenas 60% da frota estaria em operação. A campanha de Lula argumenta que a redução de 40% dos veículos prejudica severamente eleitores de baixa renda. Em resposta, a SPTrans afirmou que cumprirá as ordens do TRE-SP, embora tenha questionado o prazo para adaptação das regras operacionais.
O objetivo do PT com o pedido ao TSE é garantir que nenhum cidadão seja impedido de exercer seu direito democrático devido a falhas logísticas. A sigla também estuda solicitar a detenção de responsáveis pelo setor de transportes na capital paulista, replicando a estratégia adotada na Bahia.
Em resumo
- O PT busca estender o horário de votação devido a falhas no transporte público.
- Em Salvador, o TRE-BA ordenou a prisão do secretário de Mobilidade por retenção de ônibus.
- A campanha de Lula aponta que apenas 60% da frota circula em São Paulo, descumprindo ordem judicial.
- O partido acionou a Justiça para garantir a circulação integral dos coletivos até o fim do pleito.
Fonte: Brasil 247

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