Política · Justiça

Campanha de Lula denuncia boicote ao transporte público em São Paulo no dia da eleição

Coligação aponta que apenas 60% da frota de ônibus circula na capital paulista, desrespeitando ordem judicial que exigia operação total para garantir o voto da população.

Neste domingo de segundo turno, a coligação Brasil Pronto pra Mais, que sustenta a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, levou à Justiça Eleitoral uma denúncia grave sobre a mobilidade urbana em São Paulo. A campanha afirma que a prefeitura mantém apenas 60% dos ônibus nas ruas, ignorando a determinação judicial que exigia a circulação de 100% da frota de dias úteis para facilitar o acesso dos eleitores às urnas.

O pedido protocolado na 1ª Zona Eleitoral detalha que passageiros em áreas críticas, como a zona leste, zona norte e o centro da cidade, enfrentam longas esperas. Fiscais da coligação registraram que, em alguns pontos, o tempo de espera ultrapassa uma hora. A campanha exige que a gestão municipal e a SPTrans regularizem o serviço imediatamente e prestem contas detalhadas sobre a operação de cada linha.

A Justiça Eleitoral havia definido, na última sexta-feira, que o descumprimento da medida resultaria em uma penalidade financeira de R$ 100 mil, aplicada pessoalmente ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans. Além da multa, a coligação quer que o Ministério Público Eleitoral investigue se a redução da frota configura crime eleitoral, argumentando que a medida prejudica desproporcionalmente os trabalhadores e a população de baixa renda.

Em sua defesa, a SPTrans declarou que pretende seguir a ordem judicial, mas pontuou que o prazo dado pela Justiça foi insuficiente para mobilizar mais de 10 mil funcionários sem ferir direitos trabalhistas. A empresa alegou que já havia planejado um reforço de 40% em relação aos domingos comuns, mas que a exigência de última hora criou um gargalo logístico difícil de superar.

Em resumo: - A campanha de Lula acionou a Justiça alegando que a prefeitura de São Paulo descumpre ordem de manter 100% da frota de ônibus. - A denúncia aponta que apenas 60% dos veículos circulam, dificultando o deslocamento de eleitores. - O prefeito Ricardo Nunes e o presidente da SPTrans estão sujeitos a multa individual de R$ 100 mil pelo descumprimento. - A SPTrans alega que o prazo curto para convocar trabalhadores impediu a operação total exigida pelo tribunal.

Fonte: ICL Notícias

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